<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391</id><updated>2011-11-13T19:03:13.699+01:00</updated><title type='text'>nem um nome...!</title><subtitle type='html'>|música|


|intervenção|






|celebração|

|e isso...|</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-7778216831643672097</id><published>2007-12-19T13:10:00.000+01:00</published><updated>2007-12-19T13:42:26.990+01:00</updated><title type='text'>49 faixas.... "family feud" :: VON SÜDENFED :: Tromatic Reflexxions (2007)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kRWzhPAqI/AAAAAAAAAAk/kZSHKfbSrts/s1600-h/markesmith.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145663132731900578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kRWzhPAqI/AAAAAAAAAAk/kZSHKfbSrts/s400/markesmith.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;É cretinamente delicioso chegar ao final de Dezembro e perceber que há um e um único candidato à posição de MC do ano. Posição a ser ocupada por um tipo de não-tão-tenra idade, com um passado (e presente) de arestas bem fendidas por &lt;em&gt;riffs&lt;/em&gt; de guitarra, digno ostentador do signo do chauvinismo europeu (com uma ácida agravante chamada Reino-Unido pelo meio). O feliz contemplado com o dito título reencontrou o seu espaço naquele que será o álbum do ano e, pisando sem receios o terreno da musicologia astrológica, do novo milénio. Um álbum, no limite, de electrónica alemã que assinala – sob o risco de instalar uma tempestade estética no ouvinte mais atento – o renascimento do &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt;! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;A história dos 3 acordes pode ser desde já subtraída da equação e na verdade não há que ter receio do caos de referências: os Von Südenfed são nossos amigos e foi com coerência e propriedade que em 2007 fizeram o &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt; soar ao que sempre devia ter soado. Usam samplers, sintetizadores e parafernália auxiliar (guitarras, claro), atropelam o ouvinte com electrónica enxuta que suporta a melhor neofilologia britânica e fazem a geração digest &lt;em&gt;nu-rave/punk disco &lt;/em&gt;corar de vergonha por ser… bem… o que é. Assim como o mais inspirado &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;big beat &lt;/em&gt;favelado e alguma IDM (Inteligent Dance Music; célebre etiqueta musical que com três letrinhas apenas nos transforma a todos em potenciais imbecis), o espaço sonoro que este trio explora é industriado em batidas originais e na coerente combinação de &lt;em&gt;blips/bloops &lt;/em&gt;com palavras suficientemente desconexas para manterem o ouvinte atento e demasiado certeiras para o deixarem alhear-se. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145657695303303826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kMaThPApI/AAAAAAAAAAc/bQ8Sl6bubbc/s400/vosud_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Von Südenfed encaixam na lógica de super-grupo: são o resultado da união de duas pontas que, a bem da verdade, andavam à deriva no marasmo da actualidade musical. De um lado o duo-dinâmico Mouse on Mars (electrónica de inspiração bíblica, apocalipticamente falando), do outro lado o &lt;em&gt;über &lt;/em&gt;carismático Mark E Smith, vocalista dos Fall, banda que durante os anos 80 assumiu a função prevaricadora da mais atenta e bocejante inteligenzia britânica. À produção basculante e obesa dos MoM, Smith reage com frases semi-conexas, instigação q.b. e com sentidos quase despertos. Um toaster jamaicano de fígado arruinado e enfadado de morte. Um novelo a várias cores; uma presumível montanha de incongruência que pariu um filho bastardo, mas assertivo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O nome do grupo é, em si, um décimo-primeiro canto para os Lusíadas. Em termos rasteiros, dir-se-ia que resulta da combinação do nome de uma aldeia alemã (que é referência familiar para metade dos Mouse on Mars) com nome de xarope de tosse. É verdade, mas serve também de útil introdução à ilusória displicência com que estes três músicos encaram o processo criativo. Ilusória porque Von Südenfed é um exercício pleno de premeditado desequilíbrio em que o deboche dos beats (hip hop lango, yo!) convida um presunçoso Mark E Smith a acelerar vocalizações – quase impossível para quem tem tanto para não dizer em tão pouco tempo – e em que o fledermaus tenta a todo o custo impingir uma guitarrada ou outra e estrebucha para que os alemães excessivamente excitados o deixem falar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145656879259517554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kLqzhPAnI/AAAAAAAAAAM/n6v2BYxX3qU/s400/vonsudenfed_capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Bem-vindos pois a Tromatic Reflexxions, primeiro tomo de uma nova irmandade transeuropeia. Um portento de um álbum em toda a sua extensão: Fledermaus can’t get it abre as hostilidades e cumpre sobriamente (permitam-me: lol) o papel de declaração de intenções – confiram o tom sóbrio no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iG-CLFPU6RY"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;videoclip&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt; que deu desde logo nova profundidade ao projecto. &lt;em&gt;Flooded &lt;/em&gt;é o hino de toda uma não-geração, a acendalha que possibilitou o regresso em pornográfica forma do Mark E Smith, que aproveita desde logo para reclamar os louros que outros lhe andaram a pilhar nos últimos anos. Por outros, e na integrada visão de Mark E Smith, entenda-se toda a corja de filhos de puta ressabiados que, armados em necrófagos culturais, vivem tão-somente à custa do imenso espólio/legado de sua E.minência. Majestosamente britânico. Mas nem só de dinamite se faz Tromatic Reflexxions R. Há espaço para jardinagem e reflexões sobre a neoescravatura (JBack Lois Lane), para um ensaio sobre a fobia alemã de Osterre, para o verdadeiro regresso dos Fall (The Rhinohead), para sessões de tareia à antiga, para duas ou três notas culinárias e para a inigualavelmente humana Dear Dead Friends.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É relativamente ingrato destacar faixas num álbum que – saltem o parágrafo vivem bem sem clichés – consegue ser tão maior que a soma de cada uma das suas doze partes. Daí que a faixa que a partir de hoje se disponibiliza no nem1nome tenha sido seleccionada por uma funcionalidade do iTunes. Quis o destino – também conhecido como &lt;em&gt;shuffle &lt;/em&gt;– que ficasse tudo em &lt;em&gt;Family Feud&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145657330231083650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kMFDhPAoI/AAAAAAAAAAU/iWkyLSyAySc/s400/vosud_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Seja o que for que os Von Südenfed representam hoje em dia (resulta relativamente óbvio que não é fácil posicionar este álbum) ou que irão representar daqui a uns quantos anos, já fizeram o favor de deixar em domínio público um colossal monumento à capacidade europeia de transformar e capitalizar sobre ruínas – musicais, para o caso. Fizeram-no com particular classe, ao ponto de as tornarem pertinentes outra vez. Talvez a pretensão não seja nova (a estética é), mas o resultado obtido é impecavelmente fresco. Tudo em nome do Progresso, da Arte e de uns quantos litros de Suor. Na sua democrática essência: &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;VON SÜDENFED :: FAMILY FEUD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS :: Muito agradecido ao André (fluríco) que me deu Von Südenfed a ouvir, e à Isabel, que me deu ombro para chorar quando, no concerto de Von Südenfed na Apolo em Barcelona, o Mark E Smith resolveu fazer a coisa mais punk que se pode fazer num concerto: não aparecer. &lt;/em&gt;We’re European Scum!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-7778216831643672097?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/7778216831643672097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=7778216831643672097' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/7778216831643672097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/7778216831643672097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2007/12/49-faixas-family-feud-von-sdenfed-2007.html' title='49 faixas.... &quot;family feud&quot; :: VON SÜDENFED :: Tromatic Reflexxions (2007)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wOKJqb7C13c/R2kRWzhPAqI/AAAAAAAAAAk/kZSHKfbSrts/s72-c/markesmith.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-2335358750597373948</id><published>2007-01-13T16:31:00.000+01:00</published><updated>2007-01-13T16:52:58.256+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/pratica.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2006, uma (pequena) lista de discos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um blog meio moribundo este que para aqui anda, bem sei, mas ainda está a umas boas 49 faixas de desaparecer. Sem pressas. Ainda não é desta que vão regressar os textos de adoração sobre um qualquer novo ou velho mito musical, mas não queria deixar de partilhar a lista das minhas preferências musicais de 2006 com quem continua a visitar o nem1nome. Não são os melhores de 2006 – isso, felizmente, não existe – mas são os álbuns que mais, melhor e mais apaixonadamente ouvi durante o ano que ainda agora acabou. Obrigado a quem inspirou esta gente a fazer música; obrigado aos que a fizeram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;10. Lily Allen :: Alright, Still&lt;br /&gt;9. Nino Moschella vs Shawn Lee’s Ping Pong Orchestra :: Kiss the Sky&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. Four Tet :: Remixes&lt;br /&gt;7. Oh No :: Exodus into Unheard Rhythms&lt;br /&gt;6. Nomo :: Newtones&lt;br /&gt;5. Ty :: Closer&lt;br /&gt;4. Cibelle :: The Shine of Dried Electric Leaves&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. Spank Rock :: Yoyoyoyoyo&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/spankrock.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/spankrock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. Sam the Kid :: Pratica(mente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/pratica.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/pratica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. Ali Farka Touré :: Savane&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/alifarkatoure.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/alifarkatoure.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;::&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já agora ficam alguns apontamentos e destaques que não cabem na lista de discos para 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2006, uma lista de privilégios: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Lusofonia, a (r)evolução :: Documentário sobre o entreposto cultural lisboeta e respectiva produção musical. O fio de vida de muita e boa gente escarrapachado em 60 minutos de fita. No fado dos cheirinhos, este filme cheira a alma. &lt;a href="http://www.myspace.com/lusofoniaarevolucao"&gt;Trailer&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Ao vivo :: Seun Kuti, Kanye West, Buraka Som Sistema, Kode9 &amp; the Spaceape, Bonga. 5 ENORMES privilégios. Já foi dito mas convém não descurar, porque é mesmo para repetir: os concertos certos na altura certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Pantone!! Obrigado mano W! E a toda essa gente desvairada e boémia que foi aparecendo – às 2AS FEIRAS!!! – no Rua e ainda a toda a gente que se deu ao trabalho de tornar o &lt;a href="http://pantonesoulsystem.blogspot.com/"&gt;Pantone&lt;/a&gt; uma galeria à séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Roots&amp;amp;Routes visto e montado por dentro; sempre muitíssimo bem acompanhado pelo mestre Stellar e a inexcedível Speak crew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# Drum&amp;Bass do Rio no… Rio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;:: Siga 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-2335358750597373948?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/2335358750597373948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=2335358750597373948' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/2335358750597373948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/2335358750597373948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2007/01/2006.html' title=''/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-116546229796619020</id><published>2006-12-07T04:27:00.000+01:00</published><updated>2006-12-07T04:31:37.986+01:00</updated><title type='text'>Começa hoje...</title><content type='html'>Há uma bela razão para andar meio alheado do nem1nome. Essa razão é este festival -- para o qual tenho dado uma ajuda -- e que começa hoje. Para informações detalhadas sobre horários, preços e local de venda de bilhetes, bios e muito mais, sigam o &lt;u&gt;&lt;span style="color:#800080;"&gt;&lt;a href="http://clubjourneys.blogspot.com"&gt;LINK&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pichotel.com/pic/4401DWXvm/96331.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.pichotel.com/pic/4401DWXvm/96331.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-116546229796619020?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/116546229796619020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=116546229796619020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116546229796619020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116546229796619020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/12/comea-hoje.html' title='Começa hoje...'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-116313531096669991</id><published>2006-11-10T05:49:00.000+01:00</published><updated>2006-11-10T23:20:29.296+01:00</updated><title type='text'>....el pantone es tiranico!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/PANTONE!PB.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/PANTONE%21PB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi mais ou menos há 5 semanas que o duo luso-polaco Pantone (leia-se: wojtek&amp;amp;chêdas) se estreou na noite Lisboeta. Desde então, e até ao dia de hoje, as noites de segunda-feira passaram a ser ligeiramente diferentes no Rua Bar, Bairro Alto. Boa música, melhores amiga/os, cor p'a caramba, &lt;em&gt;flyers&lt;/em&gt; avulso e um punhado de excelentes recordações. Serve este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; para agradecer a todas as almas que marcaram presença no Rua até à data (OBRIGADO!) e para vos convidar (a TODOS) para uma noite pantónica especial, desta feita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5ª feira, 16 de Novembro :: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pantonesoulsystem.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PANTONE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; :: Rua Bar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;PS :: Aqueles que não recebem e pretendem receber a mailing list Pantone, façam o favor de me enviar email ou , acaso não tenham contacto meu, de deixar o vosso email como comentário a este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-116313531096669991?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/116313531096669991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=116313531096669991' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116313531096669991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116313531096669991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/11/el-pantone-es-tiranico.html' title='....el pantone es tiranico!'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-116213955137853388</id><published>2006-10-29T16:35:00.000+01:00</published><updated>2006-11-01T16:37:33.016+01:00</updated><title type='text'>50 faixas.... "that's hot" -- BANKSY vs DM vs PARIS HILTON (2006)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/167177594_e3fcab64eb_o.1.jpg" border="0" /&gt;Londres, outra vez. Aparentemente anda meio mundo a tentar perceber quem se esconde por trás do alter ego Banksy. Trata-se de alguém que faz da arte urbana – leia-se qualquer coisa entre o &lt;em&gt;grafitti&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;stencil &lt;/em&gt;e a intervenção criativa pura e dura – a sua vida e que demonstra ter um discurso social (e político, inevitavelmente) coeso e consciencioso. Talvez o teor das mensagens que tenta passar não seja extraordinariamente profundo ou original – discurso anti-, infelizmente, é norma nos dias que correm – mas é sustentado, fluente e não se entrega à inércia nem a clichés ocos. Se o teor das suas mensagens não é propriamente original, o mesmo não se pode dizer da forma como o transmite. E a forma, neste caso, determina a diferença no meio de tanta indiferença.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/banksy_gasmask2.1.jpg" border="0" /&gt;Apesar de Banksy permanecer no anonimato, o seu trabalho está longe de ser um segredo bem guardado. A sua arte – de uma maneira ou de outra, apelativa – tem sido frequentemente abordada pela imprensa generalista, umas vezes sob a forma de acusações de vandalismo – ainda que talentoso – outras vezes para lhe gabarem a coragem e criatividade. Mais uma vez, a indiferença fica em casa. Para percebermos porquê, e antes de nos embrenharmos na aventura musical deste artista multifacetado – que também a tem – comecemos por passar em revista algumas das instalações/intervenções (?) mais emblemáticas de Banksy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras intervenções com a sua assinatura ocorreu no Zoo de Londres: “&lt;em&gt;we’re bored of fish&lt;/em&gt;” escrito em letras garrafais sobre o tanque dos pinguins deve ter sido uma visão cómica. Anos mais tarde, Banksy provocou a &lt;em&gt;inteligentzia &lt;/em&gt;cultural norte-americana acrescentado obras suas em sete museus de arte em Nova Iorque. Não desconsiderando os méritos intrusivos/evasivos de alguém que consegue iludir a segurança dos sete principais museus de NY em menos de 24 horas, importa que não deixemos de dar a devida atenção ao conteúdo da intervenção – que afinal, foi motivo suficiente para Bansky sentir que se devia expor a tal risco. As obras acrescentadas consistiam de uma pintura de uma lata de sopa de tomate – que aparentemente não destoou de muita outra arte moderna! – de algumas vacas-sagradas reinterpretadas sob o desígnio da cultura movida a latas de &lt;em&gt;spray &lt;/em&gt;e de alguns animais embalsamados e armados pelo exército norte-americano. A carapuça está aí para quem a precisar de enfiar. O Museu Britânico, que também viria a ser vítima da arte de Banksy, optou por integrar um quadro subvertido na sua colecção.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i11.photobucket.com/albums/a180/spraygraphic/bansky-waterlilies.jpg" border="0" /&gt;No departamento das intervenções politizadas, Banksy conta com um currículo, no mínimo, impressionante. Viajou para o México para pintar uma série de murais dedicados à causa Zapatista; conseguiu retratar a esperança no muro que se ergue entre Israel e a Palestina (esperança essa que lhe valeu a participação involuntária num tiroteio e que confirmou a sua aptidão para trabalhar em serviços secretos); ocupou um armazém em Los Angeles, decorou-o como se de uma casa se tratasse e juntou ao conjunto um elefante (vivo) pintado com o mesmo padrão do papel de parede com que cobriu o armazém, numa clara alusão ao muito britânico e proverbial “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xq1sm2RN8bc"&gt;&lt;em&gt;please ignore the elephant in the room&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;”. Se a tudo isto somarmos o facto de Banksy realizar algumas exposições “normais” – ainda que neste caso, “normal” implique coisas como ter dezenas de ratos numa galeria – e de já ter vendido quadros remisturados (tal como as músicas) por pequenas fortunas a gente como Kate Moss – acto que lhe valeu as inevitáveis acusações de “vendido” – começamos a ter noção do peso que este rapaz pode vir a ter na cultura pop deste século.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/banksy3gal.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/banksysix.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/320/bansky%40israel.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Resta pois explicar porque raio se está a falar deste valoroso artista num blog que até à data só se debruçou sobre música. Ora bem, há cerca de um mês atrás, Londres era o local escolhido para mais uma original intervenção de Banksy, desta vez acompanhado por um tal de dm. Por ocasião do lançamento do primeiro álbum de Paris Hilton – filha de uma cadeia de hotéis, rainha de (e do) papel, figura pública lançada pelo mediatismo de um par de vídeos &lt;em&gt;porn &lt;/em&gt;caseiros que, por representar o antípoda social do vértice que Banksy faz por ocupar, dele se tornou um alvo irresistível – Bansky resolveu substituir cerca de 500 cópias do CD original por 500 versões revistas e melhoradas. E em que é que consistiam essas versões? Por um lado, num &lt;em&gt;booklet &lt;/em&gt;reinterpretado aos olhos de Banksy, em que as fotos de Paris surgiam adulteradas e acompanhadas de declarações ácidas e sarcásticas sobre a fama. Por outro lado, o próprio CD contava com uma série de remisturas em vez do alinhamento original. Remisturas essas assinadas pelo tal dm que, a seu tempo, resolveu revelar a sua verdadeira identidade: danger mouse.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/060905_paris3.0.jpg" border="0" /&gt;É muito mais que uma coincidência feliz que tenha sido Danger Mouse a remisturar os temas. Afinal, estamos a discorrer sobre dois artistas que na sua esfera criativa operam de maneira muito semelhante. Os quadros subvertidos de Banksy não ficam a dever em nada ao amplo legado de &lt;em&gt;mash-ups &lt;/em&gt;que lançou danger mouse – a popularidade apareceu depois da “edição” do seu Grey Álbum que misturava com mestria o Black Album de Jay-z com o White Album dos Beatles, fazendo crer que os dois álbuns tinham sido separados à nascença apesar de desfasados no lançamento em quase quatro décadas. Ninguém diria que dois anos depois – the Grey Álbum começou a circular em 2004 – danger mouse seria responsável, entre muita outra coisa, pela produção de um álbum de gorillaz e pelo single deste Verão – crazy, gnarls barkley, goste-se ou não se goste. O atestado de genialidade começa a ganhar contornos bem reais por via da diversificação dos talentos de produção quando o mesmo dm volta a surpreender no último álbum de sparklehorse – banda excelsa do circuito &lt;em&gt;indie&lt;/em&gt;, que se associa ao hip hop com a mesma facilidade com que se associa a floribella ao &lt;em&gt;free jazz&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.soulincode.com/images/GreyAlbum.gif" border="0" /&gt;É da junção de esforços destas duas personagens de trajectos sinuosos e inspiradores que surge este belíssimo manifesto, cujo principal mérito é demonstrar que, cada vez mais, urge fazer diferente. Sem querer entrar num despropositado registo de reflexão sobre o papel social e a eficácia intervencionista da arte , parece-me perfeitamente ridículo não reconhecer mérito nestes dois pequenos génios criativos – que o mundo trata de catalogar como “menores” – e que se apoderam, literal e abertamente, de tudo o que o seu “meio” lhes tem para oferecer para lhe retribuírem com transformação. Pegam no igual para fazer o original, pegam no passado e, sem querer, lá estão eles a desenhar (respectivamente, sem e com aspas) o futuro. Numa altura em que as &lt;em&gt;majors&lt;/em&gt; se andam a acotovelar para tentarem escapar a um destino certo e determinado por três caracteres – mp3 – em que a imagem se sobrepõe sobejas vezes à música – nada de novo, mas nem por isso menos revoltante – é bom saber que um ou dois génios criativos continuam a ser suficientes para, com vontade, superarem toda e qualquer campanha de &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt;. O crime, quando é assim, compensa.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/banksy_copper_reflection.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-116213955137853388?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/116213955137853388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=116213955137853388' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116213955137853388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/116213955137853388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/10/50-faixas-thats-hot-banksy-vs-dm-vs.html' title='50 faixas.... &quot;that&apos;s hot&quot; -- BANKSY vs DM vs PARIS HILTON (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115997020724642805</id><published>2006-10-04T15:33:00.000+02:00</published><updated>2006-10-05T13:22:36.373+02:00</updated><title type='text'>51 faixas…. “new song” – NOMO – new tones (2006)</title><content type='html'>O afrobeat enquanto género musical, alicerçado em elaborada polirritmia de ascendência africana, metais em ponto de fusão e palavras de instigação, é um estilo que clama desesperadamente para ser reinterpretado e revisto. Apesar de ter tudo para o ser, na maior parte dos casos é apenas revisitado ou regurgitado segundo a mesmíssima fórmula que o viu nascer e inflamar Lagos há algumas décadas atrás. Não que isso seja necessariamente mau – que o digam os felizardos que assistiram este ano à explosiva e memorável reincarnação de Fela Kuti em Sines – mas a abordagem preguiçosa à fórmula vencedora da herança deste ícone incontornável nunca será fiel ao &lt;em&gt;afrobeat&lt;/em&gt;, uma vez que falha na sua premissa mais pura e fundamental: a insurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/nomo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Até à data têm sido os agentes da música electrónica (dançável ou não) e do &lt;em&gt;hip hop &lt;/em&gt;os principais responsáveis pela tentativa de recuperação e revitalização deste legado. Se por vezes a coisa até corre bem e se atingem resultados interessantes, a verdade é que na larga maioria dos casos o &lt;em&gt;afrobeat&lt;/em&gt; é tratado como conversa de elevador, linha cosmética de segunda categoria que agrada ao primeiro contacto (?) e enjoa ao segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música do colectivo de &lt;em&gt;jazz &lt;/em&gt;dançável nomo vence precisamente por contrariar essa tendência, ainda que displicentemente, de todas as formas e feitios. Nomo cultiva o espírito intervencionista – o rastilho para new tones é a política externa do governo Bush (amarga e prolífica, esta Era) – e, apesar de ser uma formação verdadeiramente clássica no que a afrobeat diz respeito, consegue afirmar-se positivamente pela sua – queixo no chão – originalidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/nomo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;As composições nomo são de uma densidade inacreditável. Tudo é cor e calor na secção de metais, nas linhas de baixo pouco menos que ilícitas e na guitarra arrastada e encantatória. Mas, bem vistas as coisas, não seriam esses os trunfos deste estilo na sua década de ouro? Presumivelmente. Acontece que os nomo fazem da malha &lt;em&gt;afrobeat &lt;/em&gt;o seu ponto de partida, mas saltam rapidamente para &lt;em&gt;loops&lt;/em&gt; de teclados devedores de &lt;em&gt;soul vintage&lt;/em&gt;, para flautas e percussões importadas de irresistíveis exercícios &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt;, para uma serralharia que só eles conhecem – sim, também gostam de inventar instrumentos – para os &lt;em&gt;likembé&lt;/em&gt; electrificados dos konono, para o desvairo apaixonado do &lt;em&gt;free jazz &lt;/em&gt;de Albert Ayler circa &lt;em&gt;Ghosts&lt;/em&gt;. Em suma, um conjunto de referências – entre muitas outras – que estaria certamente destinado ao naufrágio se não fosse capitaneado por alguém incrivelmente talentoso na arte da composição: Elliott Bergman. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/nomo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;É este o refrescante compositor que cita M.I.A., que pede uma faixa emprestada à harpista desalinhada que dá pelo nome de Joanna Newsom, que pega em mil-e-um instrumentos para levar ao delírio audiências um pouco por todo o mundo com a sua visão absolutamente redentora – quase religiosa, gospeliana – da cumplicidade musical. É cada vez mais raro encontrar música assim: sem filtros, crua ao toque e ainda assim celebrativa. Começou por ser banda-sonora de Verão, continua a imperar no Outono. Não é preciso muito para perceber que vai suportar lindamente o Inverno e tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nomo :: &lt;a href="http://rapidshare.de/files/35459859/05_New_Song.mp3.html"&gt;NEW SONG&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115997020724642805?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115997020724642805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115997020724642805' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115997020724642805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115997020724642805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/10/51-faixas-new-song-nomo-new-tones-2006.html' title='51 faixas…. “new song” – NOMO – new tones (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115842261699457479</id><published>2006-09-16T17:23:00.000+02:00</published><updated>2006-10-03T19:31:57.076+02:00</updated><title type='text'>52 faixas…. “empty cans” – the STREETS – a grand don’t come for free (2004)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.hifiny.com/images/021009_phillips_1165.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Escrever sobre the Streets em 2006 não pode ser mais do que um exercício de consagração. Se fosse para bradar aos ventos a chegada de um génio urbano sem par, estaríamos a chegar com um atraso de quatro anos. Ainda assim, e apesar do nem1nome nunca ter vivido na ilusão de fixar movimentos ou de apontar tendências, interessa perceber porque é que este &lt;em&gt;act &lt;/em&gt;britânico é tão essencial no aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, o som. Contextualizando, refira-se que as batidas dos Streets se enquadram na amálgama de descendentes do uk garage que actualmente merece a designação de grime. Herda deste estilo um som sujo, frio e poluto, apropriação bastarda do modus operandi e ferramentas do hip hop que canta o quotidiano de uma classe média/baixa britânica embrutecida e em delicado equilíbrio no eixo emprego/drogas/álcool. Batidas agressivas, palavras sentidas e pouco medidas e sobretudo uma honestidade e discernimento raríssimos no mundo perversamente teatral da música (e não só, claro). Os textos andam única e exclusivamente à volta daquilo que é a vida de Mike Skinner, mentor, executante e compositor que encarna essa colectividade singular que são “os” Streets.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.funkypancake.com/blog/stuff3/DSC01599.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E o que é a vida de Mike Skinner? É roupa que encolhe por ter sido lavada à temperatura errada, é a dor esmagadora de ser rejeitado por quem se ama, é uma noite passada em casa entre a playstation e mortalhas encardidas. Ou seja, um calabouço de vulgaridade que, apesar de devidamente enquadrado na realidade geezer, se exporta sem dificuldade para outras e próximas realidades. Sucumbindo à tentação de pegar em metáforas baratas e brejeiras, dir-se-ia que Skinner conseguiu fazer assentar na perfeição o smog que tantas vezes se faz sentir em Londres – o epicentro deste movimento – sobre a sua sonoridade, e empresta-nos agora a sua versão revista desse nevoeiro contaminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mike Skinner apresentou-se ao mundo com aquele que será, para muita e boa gente, um dos álbuns mais marcantes do início do novo milénio. O nome escolhido para o álbum foi original pirate material e, mais do que se impor a si próprio, deu visibilidade a uma nova linguagem urbana. Original Pirate Material é um punhado de canções acessíveis e exemplarmente inspiradas, adornadas com roupagens que até há bem pouco tempo seriam consideradas menos familiares. Músicas invariavelmente cantadas na primeira pessoa (mesmo que por vezes haja espaço para a contemplação distante) e impressionantemente certeiras, tanto nas batidas como nas palavras que reflectem o quotidiano britânico com um detalhe deliciosamente irregular.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.double-whammy.com/photos/The_Streets3.jpg" border="0" /&gt;O presumivelmente difícil segundo álbum (no qual se inclui a música que aqui se disponibiliza) conseguiu a proeza de subir a parada. As canções continuam lá, a acutilância da palavra e da produção também, mas Skinner acrescentou ao álbum uma uma identidade narrativa que percorre as onze faixas de a grand don’t come for free e que o eleva, sem o mínimo exagero, ao estatuto de épico. Simplificando, este álbum conta uma história. Uma história em 11 tomos que gira, sempre, em torno de Skinner. A coerência é tão essencial à audição deste álbum que desrespeitar a cronologia dos eventos (leia-se: das faixas) esvazia, dramaticamente, o sentido e impacto da coisa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A história de &lt;em&gt;a grand don’t come for free&lt;/em&gt;? Só ouvindo. Forneçam-se alguns elementos para alimentar a curiosidade: longas filas de espera em caixas multibanco, uma paixão arrebatadora, multas de clubes de vídeo, junk food comprada numa roullote a meio da noite e, como em tudo, amor e desilusão. Vulgar? Nem por isso… há muito que cantar a vulgaridade deixou de ser vulgar.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.hifiny.com/images/021009_phillips_1165.jpg" border="0" /&gt;Ao longo das primeiras dez faixas acontece um pouco de tudo ao nosso pobre companheiro. Para o caso interessa apenas referir que este canalha chega completamente devastado à décima faixa, de coração trinchado, sem saber das suas poupanças, com a televisão avariada e com um par de intrigas mal resolvidas entre si e o seu melhor amigo. A faixa que aqui fica é um testemunho da comovente sinceridade do tipo que escreve estas músicas e é especial porque verbaliza o beco sentimental que tantas vezes habitamos e que não conseguimos ou não queremos assumir. Esta coragem displicente é, afinal, o que separa Skinner de tantos outros comuns mortais que se lançam no mundo da música. Mais humano que isto? Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça-se a veia rocambolescamente descritiva de Morrissey (a quem tantas vezes este rapaz é comparado) ou a generosidade de Albarn por alturas de Parklife e compreenda-se que Skinner não toma a decisão consciente de descrever o que o rodeia. Fala do telemóvel porque ficou sem rede, malha nas luzes da discoteca porque está completamente pedrado, não consegue abrir os olhos e vê-se aflito para alinhar dois passos sem cair para cima de alguém. Não há propriamente um método descritivo, não há uma tomada de decisão no sentido de reconstruir a realidade que o rodeia. É movimentando-se nessa necessidade de contextualização para tudo o que lhe toca que Skinner atinge a plenitude do mérito descritivo. Não descreve por descrever, descreve porque precisa da descrição para se fazer compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando a situação de Skinner à décima faixa, e perante o cenário – catastrófico e, no entanto, tão dolorosamente comum – a décima primeira faixa apresenta dois desfechos possíveis. Se vos vieram à cabeça as novelas com direito a votação telefónica para decidir entre final triste vs final feliz, retomem a leitura do parágrafo do texto em que se fala de honestidade desarmante. Final feliz? Nem por isso. Expliquemos porquê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos primeiros três minutos de faixa temos um skinner revoltado com a vida, feito filho-da-puta ressabiado, disposto a lixar a vida a toda e qualquer pessoa que lhe azucrinar o juízo – o que, tendo em conta o estado de espírito apresentado, só pode querer dizer toda a gente que se cruzar com ele. Nesta primeira abordagem, Skinner opta por viver de costas voltadas para o mundo e afoga-se em auto-comiseração: o negrume que o envolve e que envolve tudo o que o rodeia, a fossa no seu estado mais puro e cego de raiva. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.parkrocker.net/files/mike-skinner.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“So here i am in my house, drinking on my own settee; Everyones a cunt in this life, no-one's there for me.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, aos 3 minutos e picos de gravação alguma coisa muda. A faixa entra em rewind e tudo recomeça, desta vez com um piano quase apaziguador a envolver as palavras ligeiramente mais calmas de skinner. Diferente? Aparentemente pouco. Afinal, o tipo continua de coração desfeito e isso – apesar de tudo – é o único motivo capaz de, por si só, lhe cavar a fossa. Mas há efectivamente alguma coisa que muda: talvez a predisposição. Skinner começa igualmente desesperado, mas deixa a esperança respirar um pouco e resolve dar mais uma oportunidade ao seu amigo que, voluntária ou involuntariamente, acaba por resolver tudo o que pode resolver na vida de Skinner (arranja-lhe a tv, já não é nada mau). A moça, essa, foi-se mesmo embora. O mesmo não se pode dizer da dor de corno que é virtualmente igual nos dois potenciais finais. O segundo desfecho consegue tranquilizar um pouco porque admite a tal entrada discreta de alguma dose de esperança: se a porca miséria continua lá, a verdade é que à segunda versão ficamos com a impressão que um dia vai passar. Skinner tenta pôr de lado a cegueira, arrisca e faz por digerir o que aconteceu e aceita que os tempos que se avizinham vão ser difíceis, mas – imaginamos – até é capaz de se vir a safar. Magoado para a vida, sofredor como todos, mas com força para se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim mesmo… Não há nenhum final feliz a relatar, nenhum regresso inesperado da amada – acabou, mesmo – nenhuma reviravolta final para nos deixar (ilusoriamente) aliviados. Não. A dor de corno persiste, mas todos sabemos que há mais do que uma maneira de lhe dar a volta. É engraçado e louvável que seja um genuíno mitra de Londres a indicar-nos o caminho. Livros de auto-ajuda? Estimemos que se fodam. Em caso de necessidade, entreguemo-nos a estes 8:14 de sabedoria amargurada do nosso Skinner boy.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/35368782/11_Empty_Cans.mp3.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;EMPTY CANS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115842261699457479?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115842261699457479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115842261699457479' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115842261699457479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115842261699457479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/09/52-faixas-empty-cans-streets-grand.html' title='52 faixas…. “empty cans” – the STREETS – a grand don’t come for free (2004)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115259084267015005</id><published>2006-07-11T05:54:00.000+02:00</published><updated>2006-07-11T06:13:35.800+02:00</updated><title type='text'>53 faixas.... "black flowers" -- YO LA TENGO -- I'm not Afraid of You and I'll Beat Your Ass (2006)</title><content type='html'>Os yo la tengo nasceram para errar. Como todos concordarão, começaram por falhar no nome que escolheram para a banda, aparentemente inspirado num episódio anedótico do mundo do basebol – escolha basicamente desinteressante para o chauvinista europeu médio, que acaba por ser parte substancial do público-alvo para esta gente. Insatisfeitos com os estragos provocados pela escolha do nome, não tiveram pejo algum em escolher a pior arte gráfica de sempre para servir de capa a alguns álbuns e EPs de início de carreira. Fossem estes os únicos desvios comportamentais da banda e tudo seria simples e saudável. No entanto, em tempo de emergência electrónica e de decadência das seis cordas, os yo la tengo resolveram investir forte na distorção. Num contra-golpe genial, aproveitaram a recente onda de revivalismo rock para se deixarem dessas coisas e se dedicarem ao silêncio e a paisagens sonoras mais ou menos etéreas/aquáticas, ainda que isso não os tenha feito vender as guitarras nem nada do género. Espreme-se o parágrafo e chegamos à conclusão que os yo la tengo são uma troupe de visionários. Conclusão essa amplamente suportada pela audição em reverse (e de pernas para o ar, só para não haver engano) da faixa “Losing my Edge” dos LCDsoudsystem, em que se torna possível ouvir, num português exemplar e de dicção invejável, “Estes tipos nunca estiveram lá”.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.yolatengo.com/images/b-ylt2.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O carácter de extemporaneidade dos YLT não deve surpreender quem os conhece como banda pouco menos que jurássica que é – já levam uns bons 22 aninhos nas palhetas. Convenhamos que estamos a falar da banda mais disfuncional do planeta, que comporta na sua formação um casal de amáveis trogloditas e um baixista anafadinho com uma paixão por all-things-motownic. Cultivam um sentido de pertença e de família que transparece em tudo o que gravam, fazem da dissonância um assunto tão religioso quanto a missa ao domingo e dão tudo o que têm nos momentos mais comoventemente desalinhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ylt TODOS cantam. TODOS. Compreenda-se que não estamos propriamente no domínio das divas vh1 ou das deusas do jazz vocal, e que aqui não importa rendilhar uma vocalização a cada segundo de fita. Importa sobretudo sentir a contenção (desafinada) no discurso de Ira, a displicência irresistível da voz/sussurro de Georgia e o quase-falsete movido a alma e louca entrega que é cada contribuição de James. Na música, como na cena viva e fodida que é a vida, é fácil pensar que já se conhece quase tudo. Puro engano. Falta sempre conhecer muito, falta sempre demais. E é por faltar sempre demais que importa que nos deixe de faltar este bocadinho tão importante chamado yo la tengo.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.yolatengo.com/images/c-ylt9.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;2006 vai ser ano para mais um álbum deles, o que equivale a dizer que vai ser um ano vintage para a música. A referida tendência autofágica da banda conhece novos desenvolvimentos na escolha do nome para o álbum: “I’m not afraid of you and I’ll beat your ass.” Serve portanto este post única e exclusivamente para declarar aquilo que já todos devíamos saber: tudo vai de bem a melhor neste Reino; a inspiração nunca saiu daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nota dominante continua a ser um salutar desequilíbrio estilístico das produções – a marca yo la tengo não deixa de estar em todas as faixas – que vão desde o choro de baleias até à segunda percussão mais irresistível do mundo, passando ainda e sempre pela parede de distorção e pelos coros oh-deixa-me-cantar-contigo convenientemente mergulhados em calda de sonhos. Reconheça-se que este álbum seria um greatest hits perfeito para a banda, não fosse o facto de ser exclusivamente constituído por inéditos – cada faixa feita fiel representante de uma das facetas da banda – e de os yo la tengo não terem particular propensão para essa coisa dos êxitos. O que não os impede – EM NADA – de terem particular propensão para essa coisa das canções grandes e aninháveis (não é adjectivo, mas enfim).&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.yolatengo.com/images/yolanew.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 os yo la tengo tocaram no festival de Paredes de Coura antes de uns tais de bad religion. Gramaram com assobiadelas de um público hormonalmente baralhado que se achava insatisfeito por até então não conceber a existência de música com mais (nem menos) que três acordes – ok, que se dava mal com algumas composições menos imediatas do trio – e sedento de acção no mosh pit. À provocação, Ira respondeu com a coisa mais próxima dos 4’33 de silêncio compostos por John Cage que os yo la tengo alguma vez gravaram (próxima no tom, distante na duração) e deram todo um novo sentido ao título do álbum que os Kings of Convenience viriam a lançar um ano mais tarde – quiet is the new loud. Por isso, e porque a consciência me obriga a sentir especial compaixão por aqueles fãs de bad religion e outros que tais, não queria deixar de espalhar a mensagem: a família YLT está de volta e trouxe os OVNI’s do costume. Fujam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YO LA TENGO "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/25510062/05-yo_la_tengo-black_flowers.mp3.html"&gt;BLACK FLOWERS&lt;/a&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115259084267015005?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115259084267015005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115259084267015005' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115259084267015005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115259084267015005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/07/53-faixas-black-flowers-yo-la-tengo-im.html' title='53 faixas.... &quot;black flowers&quot; -- YO LA TENGO -- I&apos;m not Afraid of You and I&apos;ll Beat Your Ass (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115163260350359460</id><published>2006-06-30T02:30:00.000+02:00</published><updated>2006-09-22T15:38:08.246+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei se há muito para festejar, mas o facto é que &lt;span style="font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;foi há um ano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que este blog acolheu o seu primeiro post. Em caso de dúvida, festeja-se [confettis!!]. Façam o favor de desfrutar do segundo volume das compilações do nem1nome, tão convenientemente denominado de nem1ano! A originalidade que falta ao nome é compensada por um alinhamento que pretende, sobretudo, ter o mesmo efeito sobre o vosso Verão que o KGB tem(?) sobre a ressaca.&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1legofrent.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; M.I.A. - One for the Head Skit&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Jens Lekman - Sweet Summer's Night on Hammer Hill&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Ivor Raymonde Orchestra - It's the Real Thing&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Kanye West vs Jose Gonzalez - Get Em High&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Ohmega Watts - That Sound (Quantic Soul Orchestra Mix )&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Junior Senior - Shake Me Baby&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; The Pipettes - Dirty Mind&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; Copa 7 - O Circo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; Geraldo Pino &amp; The Heartbeats - Afro Soco Soul Live&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; Al Brown - Here I Am Baby&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; DJ Shadow - This Time &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1legoversu.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12.&lt;/strong&gt; Phoenix - Sometimes in the fall&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13.&lt;/strong&gt; Silver Jews - How Can I Love You (if yo Won't Lie Down)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14.&lt;/strong&gt; Desmond Dekker - Beautiful &amp;amp; Dangerous&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15.&lt;/strong&gt; Huey 'Piano' Smith &amp; The Clowns - Don't You Just Know It&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16.&lt;/strong&gt; Quantic &amp;amp; Mr Scruff - Giraffe Walk&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17.&lt;/strong&gt; M.I.A. - 10 Dollar&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18.&lt;/strong&gt; Lady Sovereign - Random&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19.&lt;/strong&gt; Terrakota - Bolomakote&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20. &lt;/strong&gt;Bonga - Balumukeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;:::&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=MIL2YH81"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:::&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS :: Mais uma vez, arte gráfica assinada pela caneta do jovem promissor, aspirante a boémio, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://hasitiuspiores.blogspot.com"&gt;MCZ&lt;/a&gt;. Não basta agradecer, fico-lhe a dever uma bebedeira com vinho carrasco e elevado teor alcoólico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115163260350359460?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115163260350359460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115163260350359460' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115163260350359460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115163260350359460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/06/no-sei-se-h-muito-para-festejar-mas-o.html' title=''/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115162443356655039</id><published>2006-06-30T01:21:00.000+02:00</published><updated>2006-06-30T02:09:31.410+02:00</updated><title type='text'>55 + 54 faixas.... "balumu" -- BA ODJA (1976) + "Ni nhang ete" -- NGONGO (198?)</title><content type='html'>Depois de 365 dias a seleccionar faixas e projectos de paixão, o nem1nome saiu à rua com &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;vontade de encontrar algo verdadeiramente único. Curiosamente voltou a encontrar sons de África, e não é difícil perceber porquê. A música africana está nesta cidade, está neste país, está em quem para cá emigrou, em quem de africanos descendeu, e vai estando cada vez mais para quem a sabe receber. Ontem a origem do blues e a kora mágica a embalar uma multidão atordoada no pulmão verde, hoje kuduro a pôr tudo de cócoras no miradouro do Adamastor, amanhã revisão sobre a história de Angola de ’72 a ’74 pela mão de quem sabe, uns dias mais tarde o crioulo articulado em rimas certeiras e batidas urbanas. O som do continente negro deixou de estar “aqui ao lado” para passar a estar “aqui”.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome5.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Felizmente, o espólio musical deste continente tem sido alvo de muitas e boas edições/compilações ao longo dos últimos anos. De quando a quando é dado a conhecer ao melómano ocidental um ou outro projecto mais ou menos obscuro e de relevância pouco menos que histórica. Não é bem o caso dos sons que o nem1nome tem para vos oferecer neste dia. Para festejar condignamente o aniversário do blog, o povo do nem1nome (desta vez foi mesmo mais do que uma pessoa) tratou de vos arranjar dois inéditos – leia-se, duas faixas nunca antes editadas, músicas que nunca viram a luz do dia e que viveram (?) tempo demais em bobines abandonadas ao pó em estúdios há muito encerrados. Sintam, portanto, o privilégio de as escutar.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Estas duas gravações, sobre as quais pouco mais se sabe que o &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome3a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;nome dos artistas e das respectivas faixas, não fizeram nada demais para saírem do esquecimento público. Não são momentos de génio, não são golpes de asa, não são elementos essenciais na cultura musical de qualquer pessoa, mas merecem um lugar no coração deste blog por terem sido resgatadas directamente das bobines (masters) – adquiridos ao esmeradíssimo senhor Ismael, uma lenda viva na Feira da Ladra – exclusivamente para este espaço. Por outras palavras: neste momento, estas músicas só existem aqui e dificilmente passariam da calçada que ladeia o Panteão Nacional se assim não fosse. Vamos então a factos e números. Num canto temos uma dupla do Mindelo que em 1977 descobriu a ponte perfeita entre as mornas locais e uma guitarra vinda do outro lado do atlântico – mais precisamente do México – no outro canto a prova cabal de que o afrobeat digital chegou aos PALOPs – mais precisamente a Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome1a.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Da dupla cabo-verdiana pouco se sabe, mas o que se sabe vai chegando para alimentar a curiosidade. Os manos Odja eram um duo de guitarristas, irmãos nascidos no Mindelo, que chegaram a Lisboa em 1976 com uma guitarra em punho e uma ou duas fintas para mostrar – Francisco Odja, o mais novo dos irmãos, chegou mesmo a jogar nas camadas jovens do já extinto Recreativo d’Arroios. Consta que se tornaram lendas da boémia lisboeta e que cantavam o Tejo como ninguém desde que animados por um qualquer substituto de grogue (e por mulheres, claro). A faixa que o nem1nome resgata é uma das raríssimas gravações dos manos Odja. Apesar de instrumental, é suficientemente evocativa para nela vislumbrarmos a sua vincada herança cultural. Uma curta mais intensa viagem que cheira mais a Rua da Judiaria e Largo de S. Miguel do que muito do fado que nos vai sendo dado a provar, um diálogo aberto entre duas guitarras que se batem para comover a saudade sem que a tenham que gritar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/nem1nome6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Se dos Odja pouco se sabe, o que dizer dos Ngodo (ou ngondo:: a inscrição nas bobines não é elucidativa)? Gravação única, anónima, que evoca com digital propriedade a República de Kalakuta e que anda algures entre o afrobeat mais cortante de Fela e uma postura assumidamente jazzy. Ao longo de 1.28 minutos de gravação, os Ngongo juntam à festividade uma admirável soltura criativa, deixando para a posterioridade um dos poucos (?) rastos de intervenção angolana sobre o espólio da capital Kuti. O registo: electrónico. Esclarecedor relativamente à contemporaneidade desta faixa, mas que abre portas a uma questão pesada. Será este o som de uma África que recebe o influxo da cultura ocidental? Seria abusivo pensar assim – para esse tipo de conspurcação recorra-se aos clips da RTP África e opte-se por um, entre muitos, dos 50 cents de Luanda – e a leitura deve ser claramente outra. África faz-se valer das ferramentas do Ocidente, vendo nelas o que elas são: ferramentas. Nem menos, nem mais. O meio, para chegar a estes dois preciosos fins (SAQUUEEEEEEEEM!!!): &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BA ODJA "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/24512677/ba_Odja_-_balumu.wav.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BALUMU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NGONGO "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/24512880/Ngongo_-_ni_nhang_ete.mp3.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NI NHANG ETE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma primeira experiência gratificante , o nem1nome voltou a recorrer aos préstimos de terceiros para ilustrar aquele que é um post muito especial. Assim sendo, e fazendo questão de referir que todos estes trabalhos são apenas e só produto da inspiração dos seus autores, o nem1nome revalida agradecimentos ao psychoequalizer pelo arranjo gráfico do blog (e, já agora, à respectiva pandilha da choldra) e à soulsista #1 pelas ilustrações no post Jay Dee, e estende-os agora ao estreante &lt;a href="http://hasitiuspiores.blogspot.com/"&gt;mcz&lt;/a&gt; pelas magníficas ilustrações de aniversário. Para qualquer contacto profissional, disponham. Activem o lobby: comissão movida a cevada. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115162443356655039?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115162443356655039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115162443356655039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115162443356655039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115162443356655039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/06/55-54-faixas-balumu-ba-odja-1976-ni.html' title='55 + 54 faixas.... &quot;balumu&quot; -- BA ODJA (1976) + &quot;Ni nhang ete&quot; -- NGONGO (198?)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-115089314451785055</id><published>2006-06-21T14:32:00.000+02:00</published><updated>2006-06-21T15:29:21.573+02:00</updated><title type='text'>56 faixas.... "your kisses are wasted on me" -- the PIPETTES -- (single) (2006)</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.luger.se/uploads/imgArchive/pipettes_band(2).jpg" border="0" /&gt;É preciso ser uma pessoa optimista para declarar aberta a silly season. Quem o faz vive alheio a uma realidade pouco menos que óbvia: a demagogia não é sazonal, a estupidez ainda menos. A exposição prolongada a raios solares costuma ter um efeito perverso na soltura verbal de alguns elementos que compõem a nossa (e outras) praças públicas, mas a menos que se convencione que a dita época tem a conveniente duração de doze meses, a designação esvaziar-se-á de interesse. Não obstante, o Verão é rico em ocorrências que nos podem levar ao desespero (dá-me ideia que o Paulo China é o tipo que mais vejo no Verão, apesar de não o conhecer pessoalmente) e que nos pode levar a perguntar: mas o que é que esta gente tem na cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenganem-se os que pensam que vou continuar a dar azo ao espírito luso e a malhar nessa massa incógnita, conspirativa e ambígua que é o “eles” – essa parte já despachei. Esta é precisamente a altura em que não é preciso pensar o que esta gente guarda na cabeça e, se o Estio é uma batalha intelectual irremediavelmente perdida, mais vale munirmo-nos de uma resposta à altura aos impropérios da época. Passemos então ao que interessa: a música para nos encher as orelhas durante um Verão que se quer bem imponderado, vazio e salgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.link2wales.co.uk/gig05/pipettes.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vindas da sempre agitada cidade de Brighton, as Pipettes são um grupo de raparigas que gostam de vestidos às bolinhas e de penteados adequadamente (?) retro. Juntaram-se recentemente (tão recentemente que ainda não têm groupies) sob o auspício de um produtor com vontade de recriar e actualizar o som preconizado por Phil Spector e que para o efeito arranjou três caras e uma xaropada pop que encontrou sede na mesma editora que a não menos que amável e indispensável go!team ( e que bela adição são ao roster desta editora que, depois de apostar em força nas cheerleaders da !team se vira agora para as majorettes), e após encharcar o airplay alternativo com singles em formato melaço revisionista, conseguiu finalmente lançar o seu álbum. As letras não se afastam muito da temática gajo/djinga/gosto/sexo/agora e a música em si não foi feita para ser levada demasiado a sério – uma louvável alternativa aos gajos pretensiosos, deprimentes e enfadonhos de morte (e ainda por cima com aspirações intelectuais/sociais/conceptuais) que normalmente pululam no nem1nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um adjectivo que, apesar de terrivelmente pejorativo nestas coisas das escríticas musicais, assenta na perfeição ao som das pipettes: giro! Posto isto, não sobra muito para dizer, a não ser que todos temos direito a, pelo menos durante uns tempos, dar descanso à massa cinzenta. Está para nascer o ser humano capaz de evitar o trauteio e a dança ao som destas meninas. Por um mundo um bocadinho menos sisudo, em nome da diversão vazia, mas ainda assim cheia de si mesma … as meninas Pipettes. Silly enough?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;the pipettes - your kisses are wasted on me&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/BrCK2dbcJ0o" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-115089314451785055?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/115089314451785055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=115089314451785055' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115089314451785055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/115089314451785055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/06/56-faixas-your-kisses-are-wasted-on-me_21.html' title='56 faixas.... &quot;your kisses are wasted on me&quot; -- the PIPETTES -- (single) (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114904891770343877</id><published>2006-05-31T05:59:00.000+02:00</published><updated>2006-05-31T06:28:07.643+02:00</updated><title type='text'>58 + 57 faixas.... "stop!" + "time" -- J DILLA aka JAY DEE -- Donuts (2006)</title><content type='html'>A memória e as recordações são um património preservado nos mais diferentes formatos. Há quem se reveja em recortes de jornais; há quem tente viver experiências uma segunda (e terceira, e quarta…) vez ao reler passagens de um diário, há inclusivamente quem se deleite a construir caixas de recordações onde tanto cabem bilhetes de barco (interilhas, y’all!) como folhas de azinheira alentejana. São opções…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, no entanto, quem prefira usar a memória auditiva em detrimento de todas estas e muitas outras formas. O que equivale a dizer que há quem faça do seu espólio musical – não na perspectiva de composição, mas sim de vivência – o barómetro das suas experiências e sensações, e da vida a sua mixtape. Não é que a memória musical sofra de um qualquer síndrome de mútua exclusividade em relação a todas as outras formas de identidade, mas a verdade é que há músicas que, mais do que suportarem o teste do tempo, o vencem categoricamente.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/donurts2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos que, até para o mais dotado dos compositores, este espólio geralmente é constituído por obras de terceiros. Fragmentos de músicas que, inexplicavelmente, se nos colam à pele; trechos de letras que, por um acaso sinistro, parecem ter sido resgatadas da ponta da nossa própria língua; sons que, aos poucos, pilhamos à memória colectiva ao ponto de os considerarmos só nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiando no poder da revisitação musical, J Dilla – aka Jay Dee – fez-se valer da sua imensa colecção de referências – arquivadas em finas rodelas vinílicas – para construir aquele que será, na menos optimista das hipóteses, o SEU álbum de audiogramas. A hipótese mais optimista e, curiosamente, realista, aponta para uma obra maior dum pequeno e genial artesão musical. Mas a genialidade já conheceu melhores dias e essa conversa já não convence muita gente. Há que tentar outros argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jay Dee, reputado arquitecto dos beats e figura fundamental (apesar de discreta) do hip hop norte-americano, abriu o livro das recordações, agarrou-se aos discos da sua vida e emprestou-lhes a sua visão de produtor. Cada uma das 31 faixas que compõem este álbum acaba por ser uma pequena viagem no tempo; como se, de repente, a Motown fosse outra vez a editora mais importante do mundo.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/donurts1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Seja ou não a Motown a editora mais citada neste álbum (não o é) o que parece indiscutível é que a paixão da vida de Dilla – para além do hip hop – sempre foi a soul, conclusão que encaixa particularmente bem no sentido em que este álbum é sem a mais pálida sombra de dúvida, um colosso de alma. Dadas as circunstâncias e o produtor em questão, nunca poderia ser doutra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilla faleceu poucos dias depois da edição de Donuts, vítima de doença prolongada – uma boa parte dos temas foi, inclusivamente, produzido na cama do hospital. Sabendo do pouco tempo que lhe restava, Dilla optou por gravar uma pujante homenagem a essa massa volátil e altamente apaixonante que é a soul e fez um disco para si que é, como toda a boa soul, um disco para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/jdilla.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/jdilla.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como é comum nestes casos, a comunidade musical apressou-se a tentar detectar e interpretar todo e qualquer presumível sinal deixado por Dilla neste seu último registo, construindo uma daquelas emaranhadas teias conspiratórias que raras vezes produzem resultados. Está visto que esse esforço de pouco ou nada irá servir. É que, às portas da morte, Dilla foi igual a si próprio: simples. Não há melhor exemplo disso do que o nome que escolheu para o seu último álbum: Donuts. Esqueçam as metáforas rebuscadas, as alegorias subjacentes ou as narrativas dissimuladas. J Dilla adorava donuts… e isso chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J DILLA aka JAY DEE "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/21823932/06_stop_.mp3.html"&gt;stop!&lt;/a&gt;" ; "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/21824013/10_time__the_donuts_of_the_heart.mp3.html"&gt;time: the donuts of the heart&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS :: um grande, grande, graaaaande obrigado à &lt;a href="http://soulunity.blogspot.com/"&gt;artista&lt;/a&gt; residente pelas inspiradas ilustrações! Mais se seguirão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114904891770343877?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114904891770343877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114904891770343877' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114904891770343877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114904891770343877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/05/58-57-faixas-stop-time-j-dilla-aka-jay.html' title='58 + 57 faixas.... &quot;stop!&quot; + &quot;time&quot; -- J DILLA aka JAY DEE -- Donuts (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114887244567647525</id><published>2006-05-29T04:52:00.000+02:00</published><updated>2006-05-29T05:26:51.673+02:00</updated><title type='text'>o meu castelo = o teu castelo</title><content type='html'>&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/seunkuti.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/seunkuti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O pessoal do FMM de Sines vive apostado em fazer da nossa vida uma experiência melhor. Depois de duas edições (só falo do que sei) consecutivas de qualidade assombrosa, de rituais genuínos, de convívio, dança, revelação e deslumbramento musical a rodos, eis que nos voltam a mimar com um cartaz DO ALÉM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 2006 pedi três desejos musicais, cada um mais surreal que o anterior. Dos três, o menos exequível de todos -- aquele tipo de desejo que só se pede para aliviar a consciência -- tinha qualquer coisa a ver com um concerto do filho mais novo do Fela em solo nacional. Na altura devo-me ter esquecido de dizer -- ou se calhar não quis forçar a barra ao ponto de transformar um desejo improvável num desejo impossível -- que queria que o responsável pela percussão desse concerto fosse Tony Allen, o percussionista iluminado que fez carreira com e sem Fela a seu lado. Eu esqueci-me, mas o pessoal de Sines não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles querem o melhor para nós. Colaboremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fmm.com.pt/"&gt;FMM Sines 2006 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E talvez não seja mal pensado ver ou rever &lt;a href="http://nem1nome.blogspot.com/2005/12/707172-faixas-shuffering-shmiling-kuti.html"&gt;isto&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114887244567647525?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114887244567647525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114887244567647525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114887244567647525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114887244567647525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/05/o-meu-castelo-o-teu-castelo.html' title='o meu castelo = o teu castelo'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114791910049445317</id><published>2006-05-18T03:54:00.000+02:00</published><updated>2006-05-18T04:30:14.983+02:00</updated><title type='text'>59 Faixas.... "eye of danger" -- MICHIGAN &amp; SMILEY -- Rub-A-Dub Style (197?)</title><content type='html'>Não é possível contabilizar a brutal quantidade de edições de reggae e derivados que ao longo das últimas quatro décadas a Jamaica foi oferecendo ao mundo. Ainda hoje aparecem gravações inéditas que, depois de estágio prolongado em caixotes empilhados em estúdios de gravação há muito encerrados, se dão a ouvir em primeira-mão através de compilações oportunas (e nada oportunistas) que alguns melómanos fazem o favor de editar.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lehigh.edu/~ats7/skatalites.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Jamaica, land of plenty. Talvez seja limitação de quem vos escreve, mas precisei de tempo para conseguir compreender qual a sinistra razão que transformou a produção musical jamaicana, desde a década de ’60, numa actividade estupidamente prolífica. O cenário social deste país nos anos da ascensão e afirmação do reggae era pouco diferente de outros cenários que serviram de base à democratização de estilos como, por exemplo, o hippity hop: pronunciado fosso social, &lt;a href="http://home.tiscali.be/baldacchino/imagespictures/hommage/tenorsaw.jpg"&gt;&lt;/a&gt;guetos sobrelotados, marginalidade. A música, uma escapatória. No caso, o soundsystem. Potentes sistemas de som a debitar r’n’b norte-americano para alimentar corpos dançantes e sequiosos de festa, que foram abrindo o apetite (necessidade até) para uma criação musical nativa e digna da independência que a Jamaica celebrou em ’62. E assim se repetiu a história que recorrentemente atesta o carácter rústico da música: em terra de escassez, o som prolifera.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://home.tiscali.be/baldacchino/imagespictures/hommage/tenorsaw.jpg" border="0" /&gt;Multiplicaram-se as festas nos bairros de lata de Kingston, geralmente animadas por toasters e dj´s que, apoiados em soundsystems primitivos, tentavam dar à multidão a alegria que lhes faltava num quotidiano precário. Os soundsystems apareceram e venceram, e a disputa acesa entre os organizadores destas festas dançantes rapidamente deu origem a conflitos por vezes violentos (sim, o povo de Jah também sabe dar socos) e ao estabelecimento de estúdios que permitissem gravar sons mais apaixonantes e pulsantes do que os da concorrência. E, para o bem ou para o mal, é aqui que está a raiz mestra da prolificidade da produção musical jamaicana: músicos de estúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://members.aol.com/suwanni/pics2/soundsystem1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://members.aol.com/suwanni/pics2/soundsystem1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os produtores/donos de estúdios pagavam a músicos para gravarem faixas atrás de faixas, &lt;a href="http://members.aol.com/suwanni/pics2/soundsystem1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;proporcionando algo que sempre parecera uma miragem nos guetos de Kingston: um ordenado. Pode parecer particularmente contraditório que o cifrão – símbolo supremo da Babilónia, terra de perdição aos olhos do Rastafarianismo – tenha sido o impulsionador mor da música jamaicana, mas é importante compreender que nada disto corrompeu a pureza e beleza da música que começava a fazer por merecer o título de jamaicana. Não se trata de dinheiro a conspurcar o som ou a criação. Trata-se sim do som de uma geração que soube levar a melhor e que deu um pontapé nos problemas que lhes imputavam. Bem vistas as coisas, todos temos a aprender com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui uma faixa a dois tempos. Arranca em modo roots e depois arranca para um final extradubby...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MICHIGAN &amp;amp; SMILEY "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/20730884/09_Eye_of_Danger.mp3.html"&gt;eye of danger&lt;/a&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114791910049445317?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114791910049445317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114791910049445317' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114791910049445317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114791910049445317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/05/59-faixas-eye-of-danger-michigan.html' title='59 Faixas.... &quot;eye of danger&quot; -- MICHIGAN &amp; SMILEY -- Rub-A-Dub Style (197?)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114791659481283530</id><published>2006-05-18T03:11:00.000+02:00</published><updated>2006-05-18T03:53:45.546+02:00</updated><title type='text'>60 Faixas.... "minha neguinha" -- CIBELLE -- The Shine of Dried Electric Leaves (2006)</title><content type='html'>Cibelle, ma belle. Não é simples explicar de onde esta rapariga vem, e é determinantemente impossível saber para onde vai. Estreou-se nas lides musicais em 2003 pela mão de Suba – produtor entretanto falecido – num álbum assente numa visão fortemente electrónica da música popular brasileira. Desde então, Cibelle mudou. E com ela, a sua música. O seu segundo álbum, auspiciosamente intitulado "the Shine of Dried Electric Leaves", é um exercício raro no panorama musical brasileiro. Há muito que a MPB não se via forçada a respeitar o património sonoro que mais frequentemente despreza: o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.latindancenight.nl/pics/bands_cibelle.jpg" border="0" /&gt;Seguidora devota de Tom Waits, em virtude de nele ver um artista com um legado musical cheio de identidade (que se dane quem discorda dela!) Cibelle parece estar a começar a dar os passos necessários no sentido de se afirmar, também ela, pela &lt;em&gt;sua&lt;/em&gt; originalidade. Seja então este o álbum, o pilar fundador para aquilo que se pretende que venha a ser a sua visão radicalmente pessoal, e por isso necessariamente original, da música. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Segue Cibelle… juntando recortes de electrónica minimalista a linhas de guitarra em modo bossa, colando trechos de samba a harmonias (presumivelmente) rendilhadas num xilofone fischer-price, empilhando finas camadas de tropicalismo e de humor, decidida a submeter o mundo um recomendável arrepio na espinha. Para além de fazer deste álbum um conjunto de uma coerência a toda a prova – chega a parecer criminoso disponibilizar uma única faixa no nem1nome – Cibelle conseguiu ainda resgatar dois prestigiados amigos para concretizar duas canções que são, sobretudo, dois momentos de inebriante beleza. Em cerca de dez minutos consegue fazer Devendra Banhart largar o seu vibrato de marca para cantar como o melhor Caetano Veloso na imperdível &lt;em&gt;London, London&lt;/em&gt; – cover de um original de… Caetano Veloso – e seduz Seu Jorge a gritar “o amor” vezes sem conta – talvez este feito não seja tão impressionante quanto isso, tendo em conta que Seu Jorge não é sujeito de papas na língua – para valorar um tratado sentimental sangrado que dá pelo nome de &lt;em&gt;Arrête là, Menina&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.concertedefforts.com/CIBEpink-shirt.jpg" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qualquer uma destas canções é brilhante na forma como alia o capital criativo desta gente a uma linguagem global – a produção tem uma palavra rebuscada a dizer neste aspecto – e a um não menos que dramático tom confessional. A boa notícia é que estas faixas não destoam, nem se destacam, das restantes canções que compõem esta colecção. Cibelle pega na guitarra, dá corda à caixa, espreme o piano e programa a batida certa… mas no final agarra-se a uma flauta que desafina. Naturalmente. É que desafina muito, o coração dessa menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIBELLE "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/20728978/06_-_Minha_Neguinha.mp3.html"&gt;MINHA NEGUINHA&lt;/a&gt;" .... o mundo levanta voo aos 02:31.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114791659481283530?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114791659481283530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114791659481283530' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114791659481283530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114791659481283530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/05/60-faixas-minha-neguinha-cibelle-shine.html' title='60 Faixas.... &quot;minha neguinha&quot; -- CIBELLE -- The Shine of Dried Electric Leaves (2006)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114670728108324854</id><published>2006-05-04T03:27:00.000+02:00</published><updated>2006-05-04T05:21:44.530+02:00</updated><title type='text'>61 faixas.... "since i left you" - THE AVALANCHES -- Since I Left You (2000)</title><content type='html'>Decorria o ano de 2000 quando os Avalanches ofereceram ao mundo “since i left you”. Na altura, como agora, discutia-se a validade do sample, a amostra de música que o destino tornou centro de uma discussão em loop: sample como (não) arte roubada vs sample como arte reconstruída. Não são poucos os exemplos de aproveitamentos parasitários de samples usados para construir faixas que nada têm de novo e que facilmente se poderiam engavetar na categoria das versões. Assim será em alguns casos. Noutros, porventura, verifica-se o oposto. Sobressaem pois os casos em que os samples foram utilizados para adornar/ estruturar/ conceber (risque o que não interessa) obras contemporâneas e maiores. É difícil discorrer sobre sampling e não fazer referência ao hiphop, mas é precisamente isso que se vai fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.theavalanches.com/images/photos/jimmy%20party.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender e desfrutar da grandiosidade deste efusivo e electrónico monumento, que tão atempadamente os Avalanches resolveram erigir, não o basta aceitar como uma excentricidade bem conseguida por um grupo de melómanos com demasiado tempo livre. Assim como não basta saber que para compor o dito monumento foram utilizados cerca de 900 samples distintos, por entre material vinílico basicamente fossilizado – e por vezes de segunda categoria – e pérolas da pop contemporânea [acena discretamente à madonna]; ou que o single “frontier psychiatrist” se construiu sobre dezenas de samples de spoken word e que o relinchar equestre que bastas vezes se faz ouvir neste álbum chega a parecer natural. É óbvio que não basta saber isto para se perceber o alcance de um álbum que o tempo tratará de carimbar como histórico… não basta, mas ajuda. Se há um fio condutor ao longo deste trabalho, esse fio é bem inspirado. O sample acaba por ser uma questão menor quando posta em perspectiva: este conjunto é estupidamente maior que a soma das partes! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B0002C4ILS.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado de tudo isto é que, apesar da alarve quantidade de excertos usurpados a terceiros, os Avalanches conseguiram construir um todo de uma coerência que chuta para canto expressões como colagem ou manta de retalhos. Impressionante, impressionante, impressionante. Porquê? Porque quem evoca, em cerca de 30 segundos, a partida de um navio a vapor no Mississipi, um contrabaixo de cordas relaxadas, uma perseguição empoeirada em modo western spaghetti e um circo de nómadas e dezperados a montar tenda no México (como?), arrisca-se – à grande, já agora – a ser inconsequente. Felizmente para quem ouve, a inconsequência não é para aqui chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolham então o vosso melhor chapéu, encham o garrafão, ensaiem 3 passos de dança e deixem-se levar: nesta casa a festa escreve-se sobre linhas tortas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;THE AVALANCHES "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/19568741/01_Since_I_Left_You.mp3.html"&gt;since i left you&lt;/a&gt;"&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114670728108324854?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114670728108324854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114670728108324854' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114670728108324854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114670728108324854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/05/61-faixas-since-i-left-you-avalanches.html' title='61 faixas.... &quot;since i left you&quot; - THE AVALANCHES -- Since I Left You (2000)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114497644917296565</id><published>2006-04-14T02:55:00.000+02:00</published><updated>2006-04-14T03:48:12.846+02:00</updated><title type='text'>64 + 63 + 62 Faixas.... "sunshowers" - M.I.A. - Arular 2005 + "nós e vocês" - CONJUNTO NGONGUENHA - Ngonguenhação 2004 + "motivação" - SAM THE KID</title><content type='html'>É bom viver momentos destes: uma cena cultural fervilhante e despretensiosa, cheia de sonoridades que são barómetro vivo e sincero do mundo em que vivemos. A globalização está aí, para o bem e para o mal, e a música dos nossos tempos a isso não é imune. Os exemplos são muitos e vêm de todos os lados e, desta vez, nem o nosso recôndito Portugal se escapou. Forçando um bocado a barra, trata-se de enfiar num único saco três projectos cujos pontos de contacto musicais não são os mais óbvios, mas que partilham entre si uma tensão e vontade de intervenção urbana autêntica. E a autenticidade é o nosso mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/20051007mia.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LONDRES&lt;/strong&gt; :: M.I.A. é a primeira mulher a aparecer no nem1nome, e é precisamente assim que M.I.A. se sente bem: a abrir caminho. A música desta dotada cantora/produtora/MC/artista/activista natural do Sri-Lanka é uma das melhores celebrações e – ironicamente – contestações feitas à globalidade. M.I.A integra uma segunda geração de emigrantes residentes em Londres – cidade-refogado por excelência no que a nacionalidades diz respeito – e é sobre essa sua condição que gosta de escrever. Aparentemente, esta refugiada acredita que os filhos da emigração vão ser responsáveis por uma gigantesca revolução cultural no mundo ocidental. Os sinais andam por aí para quem os quiser ver. A sua música remete para três dimensões fundamentais: guerrilha – o seu pai e irmão continuam a viver para a guerra civil do Sri-Lanka: de armas em riste pelo grupo rebelde Tamil Tigers – emigração/guetos urbanos – a tirania do novo mundo global, mas sobretudo a tirania de não poder deixar de ser simultaneamente produto e produtor desse mesmo mundo – e celebração. Os instrumentais são epicamente festivos e impossíveis de referenciar – andam algures entre kizomba, hip hop, grime, space invaders, dancehall e caril… muito caril – e as letras deliciosas na sua parcial – aqui não há grande espaço para o politicamente correcto – forma de ver o mundo. Algures, no piso de cima de um double-decker, para lá da zona 3 do tube, e bem longe do olhar do big ben, há um mundo novo. Talvez ninguém o eleja como casa, mas é a casa de todos. E, felizmente para nós, M.I.A. convidou-nos a entrar. Façamos-lhe a vontade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/17949085/04_Sunshowers.mp3.html"&gt;M.I.A :: SUNSHOWERS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LUANDA&lt;/strong&gt; :: O Conjunto Ngonguenha é um grupo de 4 MC’s de hip hop que gravou, por volta de &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/ngonguenha.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/ngonguenha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;2004, a Ngonguenhação, com o objectivo único de rimar sobre a vida em Luanda, Angola. Trata-se de um álbum deliciosamente descritivo, que empresta a uma restrita parte do legado da música angolana as batidas que compõe a identidade sonora do hip hop. Esta opção estética, só por si, já seria bem mais do que suficiente para garantir o valor e mérito deste projecto, mas a verdade é que existem muitos outros pontos de interesse a destacar. A ngonguenhação é um exercício sério (por vias de ser inconsciente) de reflexão sobre a identidade cultural de Angola, e a contribuição brutal que os PALOPs (e, há que reconhecer, o Brasil) têm dado no sentido de moldar e extravasar a nossa língua. Porquê? Talvez seja dum saudável desrespeito por convenções gramaticais exemplarmente restritivas, talvez seja simplesmente por serem povos que não se inibem de reinterpretar o português, talvez seja por saberem que nem sempre o formalismo se dá bem com a palavra falada. E é bom que alguém meça bem as mensagens, as palavras, porque por cá a nossa língua cantada parece incapaz de sair de um atordoamento aflitivo. É precisamente esse o maior mérito do Conjunto: Pensa, mede, e articula o português – sugere ocasionalmente o crioulo – ao mesmo tempo que analisa o exílio em massa rumo ao sonho europeu que fere o país e o conflito geracional que se estabeleceu entre aqueles que foram vencidos pela inércia do pós-guerra e uma juventude que tenta reagir à miséria. Autêntico, comoventemente autêntico. Para acabar, há que explicar a origem do nome deste colectivo: a Ngonguenha é uma pasta (farinha de mandioca torrada + açúcar + água) feita bebida popular naquele canto de África, apesar da combinação destes ingredientes não parecer particularmente promissora. Talvez por isso, o conjunto sugere bastas vezes que troquemos a água por “uma boa dose de whisky cota”… Se as sugestões forem tão boas quanto as descrições, podemos começar a encher o copo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Só se pode exigir dos outros aquilo que já se deu, não foi com o que vocês deram que a minha geração cresceu; Porque eu não falo a minha língua, e tenho um nome em Português; Não tive, e já não espero nada de vocês” &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/17949352/Track_No05.mp3.html"&gt;CONJUNTO NGONGUENHA :: NÓS E VOCÊS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LISBOA&lt;/strong&gt; :: Por cá também temos quem dê os necessários pontapés na gramática em prol da crueza e realismo da música. Também temos quem, a partir do hip hop, tenha construído uma sonoridade que mede o pulsar de uma cidade – neste caso a grande Lisboa – sem vergonha de assumir a realidade e os problemas que a fazem andar (?). A figura de proa do movimento hip hop nacional (um movimento alta e felizmente promíscuo), não só pelas faixas que produz em nome próprio como também pelas que produz para terceiros, é o Samuel. &lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/loopfam_sam.jpg" border="0" /&gt;Responde pelo nome de Sam the Kid e já foi responsável por uma mão cheia de sons justamente popularizados. É um orgulhoso habitante de Chelas, cultor do underground, que amiúde surge nas playlists nacionais com hinos instrumentais com mais inspiração numa única faixa do que em todos os álbuns lançados pela vaga de projectos sensaborões que vão enchendo os ouvidos da nossa praça pública – o que quer que isso seja. Quem não conhece o seu viva! (homenagem a Carlos Paredes) não suspeita do sentido que o fado continua a fazer para as gerações mais novas, e quem não conhece os seus álbuns passa ao lado dos melhores frescos alfacinhas do novo milénio. Com um flow cada vez mais solto, e com batidas certeiras e indispensáveis, o quarto trabalho (depois de entretanto, sobretudo e beats vol 1 - amor) é aguardado com grande ansiedade – até pelos sucessivos adiamentos que têm vindo a deitar achas para uma gigantesca fogueira – e, a julgar pelas colaborações mais recentes, este prepara-se para ser mais um álbum charneira da música portuguesa com o selo distinto das movimentações hip hop. Patriotismos bacocos aparte, esta é a primeira vez que tenho algo para responder quando me perguntam por referências musicais contemporâneas do meu país. Quem não conhece, ainda vai a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/17950248/09_-_Sam_The_Kid___Daddy-O-Pop_-_Motiva__o.mp3.html"&gt;SAM THE KID &amp;amp; DADDY O-POP "MOTIVAÇÃO"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[nota :: o blog nem1nome conhece, de quando a quando, uma ou outra reinterpretação no que à linha gráfica diz respeito. O responsável criativo (e executivo!) pelo trabalho gráfico é o meu amigo Rui, que mais uma vez me encheu as medidas com duas propostas que a partir de hoje vão servir como conjunto decorativo deste tasco. O nem1nome agradece, e os olhos de quem por aqui passa também.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114497644917296565?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114497644917296565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114497644917296565' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114497644917296565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114497644917296565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/04/64-63-62-faixas-sunshowers-mia-arular.html' title='64 + 63 + 62 Faixas.... &quot;sunshowers&quot; - M.I.A. - Arular 2005 + &quot;nós e vocês&quot; - CONJUNTO NGONGUENHA - Ngonguenhação 2004 + &quot;motivação&quot; - SAM THE KID'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-114135035136152566</id><published>2006-03-03T02:10:00.000+01:00</published><updated>2006-03-03T02:59:57.580+01:00</updated><title type='text'>65 Faixas.... "swing '42" -- DJANGO REINHARDT-- Djangolodgy (1936-1948)</title><content type='html'>Por partes: Django Reinhardt, cigano nascido na Bélgica em 1910, aprendeu a tocar guitarra em caravanas, escapou à perseguição racial movida pelos nazis durante a segunda guerra mundial, refugiou-se em Londres, mudou-se para Paris, fundou com o efusivo violinista Stephane Grapelly o Quinteto de Jazz do Hot Club de França, gravou muito material, salvou a família de um incêndio, pagou a ousadia com um ano de convalescença e outros danos físicos, voltou a gravar muito material (desta vez com a mão esquerda severamente danificada), apaixonou-se pela guitarra eléctrica, andou em digressão pelos Estados Unidos com a big band de Duke Ellington, tinha o segundo bigode mais sinistro do século XX e o melhor par de dedos que a Europa do jazz alguma vez se orgulhou de ouvir. Sem querer enunciar minuciosamente todas as particularidades do percurso de vida (e que percurso!) deste guitarrista – e, já agora, desrespeitando clamorosamente a cronologia dos eventos – parece por demais evidente que não havia muito mais para acontecer a este homem humilde de humor imprevisível e modos sinuosos. &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.encarta.msn.com/xrefmedia/sharemed/targets/images/pho/t267/T267431A.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Estas vivências – e aqui a palavra vivência recupera enfaticamente o seu significado etimológico – transparecem e reflectem-se no legado musical de Django. Aliás, o melhor elogio que se pode fazer à música de Django é que esta não andará muito longe de ser um postal animado da vida do guitarrista e do mundo em que vivia, através dos seus olhos e, sobretudo, da sua imaginação. É bem verdade que esta é uma visão romântica da coisa Django, mas é preciso não esquecer que Paris é a cidade de Django por excelência, e que em &lt;em&gt;Saint Germain des Prés &lt;/em&gt;o romantismo se impõe sem ser uma imposição. A música de Django chega a ser coisa só por si por vias de ser &lt;em&gt;intemporal&lt;/em&gt; – não tem par no passado, e muito menos no presente, apesar do surto de guitarristas apre-que-toca-tal-e-qual-o-django-tocava que enchem o metro de Nova Iorque – &lt;em&gt;improvável&lt;/em&gt; – quem diria que um cigano nascido na Bélgica acabaria por ser adoptado pela boémia parisiense por swingar música negra importada do continente americano? – e absolutamente &lt;em&gt;inédita &lt;/em&gt;– Django é a legitimação do swing, Jazz que não empina nariz, justo logótipo de um groove que escravizou e continua a escravizar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://memory.loc.gov/music/gottlieb/07000/07300/07301v.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A faixa que a partir de hoje fica disponível para download no nem1nome, swing 42, não tem nada de obscuro. Pelo contrário! Esta foi uma das músicas mais rodadas nas telefonias dos parisienses durante a Segunda Grande Guerra. Suponho que os acordes maiores e o ritmo festivo desta faixa funcionassem como interlúdio de excelência para os blocos noticiosos que davam conta dos avanços e recuos das tropas aliadas nas frentes de batalha. É notável como uma composição instrumental que narra tão bem as suas origens consegue ser tão actual e permanecer sugestionável após tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://pj.doland.org/media/images/django-triplets.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Compreende-se perfeitamente que algum artwork dos trabalhos que Django gravou contenha alusões a um certo imaginário da Paris enevoada que o albergou – reconheça-se mérito a Sylvian Chomet por captar isso na perfeição nas suas Triplettes de Belleville, filme de animação de 2003 em que Django tem direito a um curto mas adorável &lt;em&gt;cameo&lt;/em&gt; – mas dou-me por satisfeito por saber que, com um bocadinho de imaginação, se poderiam arranjar milhentos outros temas para ilustrar graficamente o maravilhoso caleidoscópio musical que é a música deste vulto. Para mim, tudo isto continua a parecer um valente estalo a que alma, sem sombra de masoquismo, se submete. Trechos de um filme trémulo de compasso descontraído, em tons sépia, que se acaba por revelar minuciosamente realizado e grande demais para o espectro visível. Tudo isto e muito mais continua a soar a pouco… Alguém disse liberdade. Eu não digo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DJANGO REINHARDT "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/14550460/19_Swing__42.mp3.html"&gt;SWING '42&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[aviso] o blog nem1nome vai conhecer, durante o mês de Março, nova (e curiosamente ansiada!) interrupção. O tasco encerra para o taberneiro ir dar uma volta pelas Américas do Sul - Obrigado a todos os que por aqui têm passado, espero sinceramente voltar com uma mão cheia de músicas e de histórias para partilhar convosco. E agora digo, com toda a propriedade… Hasta![/aviso]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-114135035136152566?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/114135035136152566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=114135035136152566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114135035136152566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/114135035136152566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/03/65-faixas-swing-42-django-reinhardt.html' title='65 Faixas.... &quot;swing &apos;42&quot; -- DJANGO REINHARDT-- Djangolodgy (1936-1948)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113972190938193678</id><published>2006-02-12T04:56:00.000+01:00</published><updated>2006-02-12T06:25:09.433+01:00</updated><title type='text'>66 Faixas.... "The Wings" -- GUSTAVO SANTAOLALLA -- Brokeback Mountain OST (2005)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.brokebackmountainmovie.com/assets/images/teaser/faces_left.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é particularmente difícil aferir do valor de uma banda sonora. Algumas bandas sonoras vivem para as imagens, e delas dependem absolutamente, outras bandas sonoras são perfeitamente autónomas, respiram o seu próprio ar e suportam bem uma existência sem tela. Não compreendo no entanto que alguém possa gostar verdadeiramente de uma banda sonora sem a apreciar no contexto para o qual ela foi pensada – e reparem que aqui não estou propriamente a pensar em compilações preparadas para filmes, mas antes em trilhas sonoras inspiradas num argumento, numa short story, num livro, no que quer que seja. É que, ao longo dos tempos, vários foram os que se especializaram em encher de som os sonhos e pesadelos que outros traduziam em planos, fotografia, cortes, representação… Da relação potencialmente simbiótica entre a película e a trilha sonora, ou melhor, da alegre e estimulante mixórdia música/imagem, já nasceram momentos de cinema inesquecíveis e obras musicais incontornáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda pelas salas um filme sobre um amor improvável. Não é um amor impossível, que desses &lt;a href="http://www.brokebackmountainmovie.com/assets/images/teaser/faces_left.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.brokebackmountainmovie.com/assets/images/teaser/faces_left.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;não existem. É um filme sobre um amor improvável. Como improvável é a autoria da sua banda sonora. Gustavo Santaolalla foi o homem escolhido para musicar Brokeback Mountain de Ang Lee, depois de mostrar créditos em Diarios de Motocicleta de Walter Sales e em 21 Grams e Amores Perros de Alejandro Iñarritú. Quem viu estes filmes deve saber à partida que ~este argentino não faz questão de roubar espaço à imagem. A sua música vive confortável e respeitavelmente num segundo plano: por trás da tela, mas atenta ao que nela se passa. Aos arranjos de guitarra inspirada/levemente latina alia-se a eloquência de arranjos cinematográficos – no bom sentido da expressão – que ora puxam para o lado épico, ora forçam momentos de sobriedade e acalmia para atmosferas minimalistas. Até aqui nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei por referir dois grandes tipos de bandas sonoras, em função da relação que estas constroem com o filme para o qual são compostas. Passados dois parágrafos refiro um terceiro tipo que destrói positivamente a definição inicialmente proposta. Gustavo Santaolalla é, por &lt;a href="http://www.brokebackmountainmovie.com/assets/images/teaser/face_1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.brokebackmountainmovie.com/assets/images/teaser/face_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mérito próprio, parte fulcral do filme Brokeback Mountain. Não que apareça na tela, ou que tenha contribuído de alguma forma para a direcção de actores ou para a cenografia. Nada disso… Santaolalla simplesmente não se limitou a cumprir as suas funções, e tornou-se parte activa e participativa do enredo. Como? É simples. Enquanto nós passamos a vida inteira à procura de uma banda-sonora ideal para a nossa vida, Santaolalla precisou apenas de meia-dúzia de instrumentais para perceber qual a banda-sonora ideal para a vida deste filme, que dele se torna, numa palavra, indissociável. Cada plano deste filme está colado à composição que o adorna, e cada nota desta composição está colada ao plano que a suporta. Confuso? Talvez. Afinal, estamos a falar da aspiração máxima de um compositor de bandas sonoras. Algo que anda perto de uma fusão – que serve bem a máquina de sonhos que o cinema tenta ser. Talvez não haja mesmo nada de particularmente novo por aqui. Mas há, de certeza, algo de memorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Santaolalla "&lt;a href="http://rapidshare.de/files/12297662/17_The_Wings.mp3.html"&gt;The Wings&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Felizmente para mim, não ouvi este instrumental antes de ver o filme e não quero que isso vos aconteça. Por isso, e para evitar SPOILERS, guardem este pedaço de arte para depois de irem ao cinema. Tratem-se bem, vejam o filme.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113972190938193678?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113972190938193678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113972190938193678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113972190938193678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113972190938193678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/02/66-faixas-wings-gustavo-santaolalla.html' title='66 Faixas.... &quot;The Wings&quot; -- GUSTAVO SANTAOLALLA -- Brokeback Mountain OST (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113943262830363706</id><published>2006-02-08T21:26:00.000+01:00</published><updated>2006-02-13T12:48:43.866+01:00</updated><title type='text'>68 + 67 Faixas.... "curls" + "great day" -- MADVILLAIN -- Madvillainy (2004)</title><content type='html'>Juan Muñoz, artista madrileno que faleceu recentemente, dedicou parte considerável da sua vida a dar corpo a esculturas pejadas de um imenso simbolismo, estruturadas de forma a suportar mensagens assumidamente subliminares. Não é difícil depreender isto da sua obra: rostos enigmáticos, corpos emotivos e, para seu (e nosso) principal deleite, subversões (devidamente camufladas) dos pormenores arquitectónicos que enchem o nosso quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.pantsfire.org.au/large/washington/129-2914_img.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Muñoz tinha por hábito espalhar corrimões nas galerias de arte em que expunha as suas esculturas. Parte destes corrimões eram vulgares, com corpo em madeira e suportes em metal escuro. No entanto, misturados com esses corrimões vulgares, Muñoz gostava de espalhar aquilo a que se hipoteticamente poderia chamar de corrimões upgrade. No fundo, Muñoz imprimia uma ligeira e hiperbólica curvatura aos corrimões, obrigando o corpo do corrimão a aproximar-se excessivamente – na óptica do utilizador – da parede que o suportava, ficando o corrimão separado por poucos milímetros da parede. O resultado desta aplicação era curioso: os visitantes apoiavam-se no corrimão e, a meio do percurso, viam a sua mão ficar presa no estreitamento, o que as obrigava, invariavelmente, a largar o corrimão. É uma obra simples que se torna maior quando devidamente interpretada. O corrimão era utilizado por Muñoz como peça simbólica da relação de aparente segurança (e controlo) que o homem tenta ter com a realidade que o rodeia. O corrimão enquanto conforto, domínio, e arte suprema de ponderar o imponderável. O debate desta visão – preconizada pelo próprio autor – é material para livro, e não para este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.republish.org/images/a_journey_into_diggin_cover.thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Então em que medida é que interessa citar Muñoz num post sobre Madlib? Interessa porque Madlib é um produtor subversivo, de recursos irregulares e imprevisíveis, que hasteia a bandeira do hip hop (invés da bandeira da escultura) para fazer passar mensagens musicais maiores e, sobretudo, inesperadas. Interessa porque é na queda de dogmas sobre a criação musical que se valida o som de Madlib, porque é a partir de tudo o que já foi feito e que se encontra facilmente disponível que ambos estes autores se propõem a espalhar uma mensagem inconformada sobre a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos uma cave numa antiga casa colonial, algures no interior Americano: chapéus de palha empoeirados, latas de óleo Shell enferrujadas, livros empilhados e, com sorte, dois ou três caixotes cheios de vinilos perdidos no tempo, no espaço, e na amálgama indefinida e nada criteriosa que é a amnésia colectiva. Tentemos agora imaginar um modesto apartamento no Bronx nova iorquino, involuntariamente minimalista que, por entre escombros, esconde uma prateleira de discos repleta de glórias perdidas da soul e de gravações protagonizadas por formações obscuras de funk e sessões efémeras de Jazz. Passemos agora por uma pequena loja de discos na portobello londrina, especializada em inéditos e em material exótico, uma loja que pega nos primórdios do calypso e os coloca lado a lado com edições limitadíssimas de bandas sonoras de um bollywood perdido.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.stonesthrow.com/images/madlib/madlib_bw.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental compreender que Madlib percorre estes e outros locais para, numa primeira fase, adornar a sua visão musical e os seus múltiplos projectos de méritos simultaneamente antropológicos e sonoros (ver também jaylib e yesterday’s new quintet – curiosamente, um combo composto por um quinteto de madlibs). É fundamental perceber que a elaborada trama de citações – de terceiros ou em nome próprio – que Madlib monta em cada uma das suas peças musicais reflecte uma imensidão de realidades: a realidade do próprio produtor, a realidade da fonte que sampla, a realidade de quem com ele resolve rimar. Tudo isto não passaria de um exercício inconsequentemente revivalista se não fosse a inspiração de Madlib: a frescura dos seus beats, a originalidade das harmonias arrancadas a um fender rhodes de estimação, a refutação do óbvio e a citação de si mesmo e de tudo o que povoa o seu imaginário (a samplagem é, sem dúvida nenhuma, uma manifestação pessoal). Assim se constrói uma imensa pertinência actual e a sobranceira distinção duma sonoridade intemporal.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.stonesthrow.com/records/covers/madvillainy.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;As produções de Madlib são frequentemente antecedidas por um aviso “yet another Madlib Invasion”. Faz sentido, faz todo o sentido. Porque a música que Madlib dá ao mundo é invasora e reivindicativa, é música que impõe de forma praticamente ditatorial uma visão própria do mundo. Madlib só não assinou aqui – a meias com MF DOOM – o melhor álbum de hip-hop da última década porque, ao longo do processo criativo, este deixou de ser um álbum de hip hop. Saúde-se o trabalho de alguém que passa bem sem os princípios que lhe são impostos para atingir o seu – e só seu – fim. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/12833436/Madvillainy.zip.html"&gt;Madvillain (Madlib + MF DOOM) "curls" + "great day"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113943262830363706?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113943262830363706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113943262830363706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113943262830363706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113943262830363706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/02/68-67-faixas-curls-great-day.html' title='68 + 67 Faixas.... &quot;curls&quot; + &quot;great day&quot; -- MADVILLAIN -- Madvillainy (2004)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113704453005837935</id><published>2006-01-12T06:32:00.000+01:00</published><updated>2006-01-12T06:46:23.760+01:00</updated><title type='text'>69 Faixas.... "spirits" -- ALBERT AYLER -- Lörrach, Paris 1966 (1966)</title><content type='html'>Albert Ayler é uma das figuras maiores da história do &lt;em&gt;free jazz&lt;/em&gt;. Esta introdução seria mais do que suficiente para me afastar de muita e boa referência musical sem sequer pestanejar. Não consigo deixar de dissociar um certo sentido de inconsequência de algumas concepções ou visões &lt;a href="http://www.espdisk.com/cdimg/esp4001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.espdisk.com/cdimg/esp4001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;musicais, nomeadamente dalgumas que se refugiam em epítetos sobranceiros como, neste caso, &lt;em&gt;free&lt;/em&gt;. Música que precisa de se adjectivar como livre é música a precisar de urgente revisão e, se o jazz se pretende efémero, que o afirme por ser raro ao ponto de se tornar irrepetível e não por ser redundante ou infundado. Mas como estas etiquetas costumam ser atribuídas por quem nelas se tenta refugiar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao início: Albert Ayler é uma das figuras maiores da história do free jazz, saxofonista de percurso errático e mal calculado cuja obra só conheceu verdadeira aceitação depois da sua morte. Desenvolveu uma sonoridade de marca que aliava a espiritualidade das marchas de new orleans ao aparente caos das suas composições. O resultado final era, no entanto, impecavelmente lúcido. Caleidoscópio estapafúrdio, objecto simultaneamente capaz de maravilhar e repelir, que se sente espinhoso à superfície mas apelativo e contagiante no âmago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da confusão das composições de Ayler há, sem sombra de dúvida, um apelo verdadeiramente íntimo e caloroso. Por entre os vários trechos que compõem estas cacofonias revela-se uma lógica que, de tão pessoal que é, se estatela precisa e recorrentemente no mesmo &lt;a href="http://www.visionfestival.org/images/vfx/photo/ross.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.visionfestival.org/images/vfx/photo/ross.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;caos em que a humanidade faz o favor de se espetar a cada dia que passa. Erráticos como não conseguimos deixar de ser, atarantados por sucessões de pensamentos, ideias e objectivos difusos, continuamos a correr ao sabor da música que nos toca. E é música desta que nos toca: o nosso mundo visto de lá de cima, onde todo o ruído e obsessão pessoal se diminuem para deixar passar a melodia. Música inspiradora ao ponto de nos parecer cinematográfica, de nos fazer construir e desenvolver a nossa própria visão e versão dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existirá porventura um melhor adjectivo do que &lt;em&gt;free&lt;/em&gt; para descrever o jazz de Ayler: jazz aberto. Aberto porque, como a vida deste compositor e intérprete, este é um som que se presta a múltiplas e até contraditórias interpretações, um som feito à medida de quem o souber ouvir. No final da sua carreira Ayler tentou suavizar as suas composições – o que lhe terá valido o desprezo de quem até essa altura prezava o seu espírito aventureiro e a indiferença de quem se tinha habituado a ver nele uma figura maldita do jazz – sem que com isso alcançasse maior volume de vendas ou reconhecimento generalizado. Não demorou muito para que o seu corpo fosse encontrado a flutuar no East River de Nova Iorque, em circunstâncias ainda hoje mal definidas (a verdade andará algures entre um acidente improvável e um assassinato conjurado pelo FBI como forma de controlar a acção do grupo Black Panthers). A sepultura de Ayler indica que este faleceu no Vietname: sublime e irónica maneira de assumir a realidade sem precisar de a esfregar na cara de ninguém… Precisamente aquilo que Ayler se havia dedicado a fazer ao longo de toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/10888863/08_Albert_Ayler_-_Spirits.mp3.html"&gt;ALBERT AYLER "SPIRITS"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113704453005837935?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113704453005837935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113704453005837935' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113704453005837935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113704453005837935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/01/69-faixas-spirits-albert-ayler-lrrach.html' title='69 Faixas.... &quot;spirits&quot; -- ALBERT AYLER -- Lörrach, Paris 1966 (1966)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113620062935284519</id><published>2006-01-02T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-01-02T14:51:33.496+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Na sequência de um repto lançado por uma &lt;a href="http://www.forumsons.com"&gt;troupe cibernética de melómanos&lt;/a&gt;, tratei de organizar uma lista com aquilo que mais prazer me deu ouvir em 2005, sabendo à partida que isto das listas tem muito que se lhe diga. É uma prática altamente falível e apetece até visitar um lugar comum para dizer que, se por algum acaso eu organizasse uma nova lista amanhã, ela seria tremendamente diferente desta que aqui deixo. É capaz de ser patológica esta necessidade dos melónamos em compilar tudo a que a música diz respeito, mas não ofende listar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem1nome apresenta:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;facturação musical de 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;20. &lt;strong&gt;Iron &amp; Wine&lt;/strong&gt;/&lt;strong&gt;Calexico &lt;/strong&gt;"in the reins"&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;Josh Rouse &lt;/strong&gt;"nashville"&lt;br /&gt;18. &lt;strong&gt;Melo D &lt;/strong&gt;"chega de saudade"&lt;br /&gt;17. &lt;strong&gt;Lindstrom &amp;amp; Prin Thomas &lt;/strong&gt;"lindstrom &amp; prin thomas"&lt;br /&gt;16. &lt;strong&gt;Joe Bataan &lt;/strong&gt;"call my name"&lt;br /&gt;15. &lt;strong&gt;Ry Cooder&lt;/strong&gt; "chavez ravine"&lt;br /&gt;14. &lt;strong&gt;Konono n1 &lt;/strong&gt;"congotronics"&lt;br /&gt;13. &lt;strong&gt;LCD soundsystem &lt;/strong&gt;"lcd soundsystem"&lt;br /&gt;12. &lt;strong&gt;Animal Colective &lt;/strong&gt;"feels"&lt;br /&gt;11. &lt;strong&gt;Common &lt;/strong&gt;"Be"&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;The National &lt;/strong&gt;"alligator"&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;M.I.A. &lt;/strong&gt;"arular"&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;Fat Freddy's Drop &lt;/strong&gt;"based on a true story"&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;The Go! Team &lt;/strong&gt;"thunder, lightning, strike" (limited bonus disc edition, i.e., a forma sorrateira que arranjei de espetar isto numa lista de 2005)&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;Jamie Lidell&lt;/strong&gt; "multiply"&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;Kanye West&lt;/strong&gt; "late registration"&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;Ali Farka Touré &amp;amp; Toumani Diabaté&lt;/strong&gt; "in the heart of the moon"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Sharon Jones &amp; the Dap Kings &lt;/strong&gt;"naturally"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dustygroove.com/images/products/j/jones_sharo_naturally_101b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.dustygroove.com/images/products/j/jones_sharo_naturally_101b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;Amadou &amp; Mariam &lt;/strong&gt;"dimanche a bamako"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rfimusique.com/imagesMusique/cd_semaine/12040.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.rfimusique.com/imagesMusique/cd_semaine/12040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;Sufjan Stevens&lt;/strong&gt; "illinois"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thelisten.net/photos/uncategorized/sufjanstevensillinois.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.thelisten.net/photos/uncategorized/sufjanstevensillinois.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência ainda para três compilações INCONTORNÁVEIS:&lt;br /&gt;Soul Gospel (soul jazz); Kings of Funk (rapster records); Run the Road (vice/atlantic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podem constatar, falta aqui muita música boa de 2005. Façam o favor de me ajudar a eliminar omissões imperdoáveis, sugerindo álbuns que vos tenham resgatado do fosso, que vos tenham posto a dançar em roupa interior para os vizinhos, ou que vos pareçam, pura e simplesmente, interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Está reactivado o link para o... erm.... EP "Um mundo, uma djinga!" Ao que parece a fonte do yousendit secou rápido, por isso voltei a experimentar o RapidShare. Para instruções sobre como fazer download neste site basta aceder a secção de comentários do post sobre the go!team.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113620062935284519?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113620062935284519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113620062935284519' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113620062935284519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113620062935284519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2006/01/na-sequncia-de-um-repto-lanado-por-uma.html' title=''/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113536857628768954</id><published>2005-12-23T20:57:00.000+01:00</published><updated>2006-01-02T14:58:43.800+01:00</updated><title type='text'>nem 1a djinga...</title><content type='html'>Para colmatar uma carência relativamente acentuada de groove que impera aqui no nem1nome (apesar da recente referência ao legado Kuti), e fazendo apropriado uso do espírito natalício, fica a partir de hoje disponível uma pequena prenda para todas as pessoas que ao longo dos últimos tempos passaram a incluir esta morada nas suas preferências cibernautas. Não será propriamente uma colecção de clássicos de época -- o nariz da rena rudolfo não é para aqui chamado -- mas representa bem aquilo que podia e devia ser o Natal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/10254029/nem1djinga.zip.html"&gt;Um mundo, uma djinga&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://rombox.com/party_band/reggae_graphics/skatalites.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alinhamento:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Ramsey Lewis Trio "Wade in the Water"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Ry Cooder "Chinito Chinito"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3. Liberation Group "Namibia"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4. Lee Perry "Ganja Mode"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5. James Carter "Summer Babe" (Pavement cover)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113536857628768954?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113536857628768954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113536857628768954' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113536857628768954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113536857628768954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/12/nem-1a-djinga.html' title='nem 1a djinga...'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113380185082423834</id><published>2005-12-05T17:00:00.000+01:00</published><updated>2006-05-29T05:25:26.623+02:00</updated><title type='text'>70+71+72 Faixas.... "shuffering + shmiling" -- KUTI LEGACY</title><content type='html'>Femi Kuti, responsável por um dos concertos mais pujantes da edição de 2004 do Festival de Músicas do Mundo de Sines, é hoje em dia o rosto do afrobeat. Por mérito, por apelido, por circunstancialismo, por o que quer que seja. Femi carrega consigo o mesmo fardo que, por exemplo, Jakob Dylan ou Damian Marley: é filho de uma referência, de uma figura absoluta. Todos eles vivem na sombra de quem os concebeu. Há, no entanto, uma diferença significativa entre Femi Kuti e estes outros dois descendentes de mitos do mundo da música: Femi recebeu o testemunho directamente da mão do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/felab.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter agitado a noite londrina com a sua banda Koola Lobitos enquanto frequentava uma escola de música local, e de ter contactado com o movimento Black Panthers – e com o jazz – nos EUA durante o efervescente ano de 1969, Fela Kuti regressou à sua Nigéria natal com intenções bem definidas relativamente às políticas corruptas e socialmente desastrosas que dominavam o seu país. Não basta falar em carisma para descrever a persona Fela Kuti, e é por demais redutor falar em legado para resumir tudo aquilo que Fela fez – musica, social, e politicamente – ao longo das décadas de ’70, ’80 e ’90. Porquê? Porque não é fácil encaixar a grandeza, excentricidade e multiplicidade de feitos deste génio musical num punhado de palavras. É que boa parte da vida de Fela parece arrancada de uma doutrina de insurreição: o denominador comum a tudo aquilo que Fela fez é o radicalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://chongastyle.canalblog.com/images/kalakuta.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Insatisfeito com a instabilidade política do seu país, e decorrente miséria social, Fela desenvolveu ao longo da década de 70 a sua visão musical: o Afrobeat, um fiel retrato de tudo aquilo que Fela fez e quis fazer pelo continente Africano. Uma mescla de ritmos africanos, big bands de jazz, funk, metais, uma figura de estilo pródiga em mensagens e palavras de intervenção. Música declaradamente panfletária que crescia a cada semana num clube nocturno – “The Shrine” – de Lagos, e que tinha a sua sede na propriedade comunal desenvolvida por Fela – Kalakuta Republic. Fela declarou a independência deste espaço comunitário, onde se encontrava o estúdio em que gravava e onde vivia com a sua extensíssima família (as suas 28 esposas, das quais mais tarde se viria a divorciar por achar que uma mulher não deveria ser propriedade de ninguém). A aceitação massiva do Afrobeat na Nigéria, e as prestações frenéticas de Fela Kuti nos concertos semanais do Shrine – Fela alternava entre o sax, o teclado, a voz e doses consideráveis de erva – deram a Fela uma credibilidade popular nos bairros de lata de Lagos que mais tarde se revelaria essencial.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://s37.yousendit.com/d.aspx?id=38GSX9WAIMNAJ2GEEX6QFD0ECL"&gt;Fela Kuti "water no get enemy"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://biochem.chem.nagoya-u.ac.jp/~endo/BestofFela.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Em 1977, o regime militar moveu um ataque de cerca de 1000 soldados sobre Kalakuta, com consequências devastadoras: a propriedade foi incendiada, Fela ficou seriamente ferido, e a sua mãe foi assassinada, tendo sido atirada na sua cadeira de rodas a partir do primeiro andar do edifício central de Kalakuta. A posição de Fela não saiu de forma alguma enfraquecida. Ainda na ressaca desta tragédia, Fela organizou uma marcha pelas ruas de Lagos. Objectivo: entregar o caixão com o corpo da sua mãe ao chefe de estado que ordenou o ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conflitos continuaram e durante a década de ’80 o governo acabaria por encontrar matéria legal suficiente para condenar Fela Kuti a 10 anos de prisão. O apoio do povo nigeriano e a acção diplomática da Amnistia Internacional acabariam por dar frutos, encurtando a reclusão de Fela em oito anos. Fela voltou ao mundo com vontade redobrada de reafirmar a revolução afrobeat, e foi assim que foi continuando o seu trabalho, reflectindo cada vez mais o seu desagrado face às políticas internas e às políticas dos países ocidentais e ex-colonialistas em África. Fela acabaria por morrer em 1997, vítima de SIDA e de ferimentos contraídos num ataque militar. &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.annarborsummerfestival.org/media/hi-res/FemiKutiImg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://s37.yousendit.com/d.aspx?id=0M4NPEUTMVKE6324R9EHXN6OBN"&gt;Femi Kuti "walk on the right side"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a visão deste homem já o tinha suplantado, e durante os anos em que esteve preso, Femi Kuti assumiu o comando da big band do pai. Talvez tenha sido esta convivência próxima com a dura realidade da vida de Fela que tenha feito Femi optar por uma abordagem menos racista, sexista, e extravagante dos problemas que ainda hoje afligem África. Essa postura menos radical reflecte-se numa sonoridade que bebe influência numa maior panóplia de estilos musicais e cuja mensagem, apesar de mais sóbria, continua a ser eminentemente política. Femi atestou em conjunto com a associação red+hot, o peso e influência que o afrobeat tem na cena musical dos dias que correm, gravando uma compilação de versões de temas de Fela Kuti em conjunto com artistas das mais distintas esferas musicais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://s37.yousendit.com/d.aspx?id=353E87WFIPF8Z3ORAN4S5GT9EF"&gt;Dead Prez + Jorge Ben Jor + Talib Kweli + Bilal &amp;amp; Positive Force "shuffering and shmiling"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://s37.yousendit.com/d.aspx?id=353E87WFIPF8Z3ORAN4S5GT9EF"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;O que lhe falta em excentricidade e mediatismo, sobra-lhe em acção: Femi Kuti continua a dar concertos semanais em Lagos, Nigéria, e prepara terreno para a entrada em cena de Seun Kuti, o filho mais novo de Fela. Apesar de ainda não ter qualquer registo gravado, os títulos das faixas compostas por Seun e interpretadas no Shrine, com a banda do pai, prometem: "Chop and clean mouth like nothing happen", "Country clear road for jaga jaga"," Condom staligwagy and scatter", "Country of pain", "Government of crooks", Movement Against Second Slavery". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;África até podia estar em boas mãos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s37.yousendit.com/d.aspx?id=353E87WFIPF8Z3ORAN4S5GT9EF"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113380185082423834?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113380185082423834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113380185082423834' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113380185082423834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113380185082423834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/12/707172-faixas-shuffering-shmiling-kuti.html' title='70+71+72 Faixas.... &quot;shuffering + shmiling&quot; -- KUTI LEGACY'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113306425373745307</id><published>2005-11-27T04:52:00.000+01:00</published><updated>2005-11-27T05:10:28.280+01:00</updated><title type='text'>73 faixas…. “all the wine” – THE NATIONAL– Alligator (2005)</title><content type='html'>A guitarra eléctrica é bastas vezes vista como um instrumento maldito… isto apesar de continuar a ser popaliticamente fulcral nos dias que correm. Não é de estranhar… é verdade que na história da música a guitarra eléctrica está associada a momentos irrepetíveis, mas também a alguns momentos não menos que execráveis.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.americanmary.com/img/photos/215.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Assim de repente ocorrem-me algumas coreografias hard rock, uns quantos &lt;a href="http://www.americanmary.com/img/photos/193.jpg"&gt;&lt;/a&gt;virtuosos gurus do riff – aqueles que precisam de meia hora de masturbação técnica para chegar a um projecto fracassado de canção – e ainda as vítimas dos power chords, que desde há muito deixaram de precisar do polegar oponível para tocar guitarra. Por estas e por outras, há muitos anos que a guitarra eléctrica se tem vindo a contentar com planos secundários nas lides musicais, e a própria figura do guitar hero está morta e enterrada. Não será assim em absoluto, mas a verdade não anda longe daqui… e se vamos falar da distorção, o caso ainda é mais grave. Para agravar ainda mais a situação para os lados da guitarra, instituiu-se a ideia de que a orquestração e a complexidade de arranjos são sinónimo de maturidade e riqueza musical. Uma banda evolui, amadurece, logo grava um álbum com uma orquestra sinfónica ou reduz a sua música a um formato acústico e sóbrio. Intimidade, ao que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece estranho, mas a questão até é simples… vivemos na ressaca de uma década synth e de veneração doentia pelo plástico – 80’s – e de uma outra em que o grunge nos fez o favor de impingir a ideia de que a guitarra é uma mera arma de arremesso – sim, os 90’s. Assim, a formalidade e o classicismo nos arranjos é a resposta – completamente descabida, é certo – que se arranjou. Hoje em dia o arranjo é posto, e pronto. Tudo o que soe a veludo soa bem, e soar bem chega. Smooth jazz, chill, pop de câmara, rock maduro…etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.americanmary.com/img/photos/169.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, é com natural contentamento que se voltam a ouvir guitarras distorcidas a crescer e a empurrar canções rumo à perfeição. Podia estar a falar das guitarras “angulares” e viciantes dos&lt;a href="http://www.americanmary.com/img/photos/390.jpg"&gt;&lt;/a&gt; arquiduques, ou das múltiplas reinvenções punk enxertadas em electrónica… mas não estou. Podia até estar a falar de riffs samplados para dar corpo a hinos hippity hop, ou da revivalista geração “The”… mas não estou. Estou a falar de uma enternecedora crueza de afectos, de soluções harmónicas simples, de vozes apaixonadas, e de uma secção rítmica pulsante (uma formação clássica, vejam lá!). Estou a falar de seis cordas ao serviço do assobio no chuveiro e de letras que são autênticos desfiles de punchlines a adoptar como mote de vida, estou a falar daquele antigo esquema de ter que viver só de três acordes e a verdade!!! Está visto que os The National são, conceptualmente falando, uma autêntica banalidade. Não têm nada de novo para nos mostrar, e aparentemente até carregam consigo alguns clichés bem gastos – sexo, drogas, rock ‘n live the dream. Mas a verdade é que esta banda tem uma qualidade que falta a muitos pretensos renovadores e visionários e que se encontra em abundância nestas célebres premissas que regem essa coisa estranha e deliciosa que é o sonho rock ‘n roll … os the national não sabem fazer música que não seja absolutamente viciante. Isto sim, é intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the national &lt;a href="http://s61.yousendit.com/d.aspx?id=3NGP563IDTPBF3HQIB1NEQYX7K"&gt;"all the wine"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Demorei vários dias a escolher a música para disponibilizar aqui no blog. Hoje foi esta, amanhã seria outra, e depois de amanhã ainda outra. Ficou esta, porque esta musica orgulha-se de ter a melhor letra do mundo sobre a embriaguez, e sobre a embriaguez das emoções. Punch-drunk love, sing-along!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113306425373745307?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113306425373745307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113306425373745307' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113306425373745307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113306425373745307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/11/73-faixas-all-wine-national-alligator.html' title='73 faixas…. “all the wine” – THE NATIONAL– Alligator (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113267482082937943</id><published>2005-11-22T15:55:00.000+01:00</published><updated>2005-11-22T19:54:06.946+01:00</updated><title type='text'>74 faixas....“Se lest” – SIGUR RÓS– Taak (2005)</title><content type='html'>Não é fácil descrever a relação que o homem tem com o mar. Falar em respeito é esconder uma parte considerável – talvez a mais considerável – daquilo que cada um de nós sente em relação ao mar. O mar é a medida mais concreta e palpável que temos do infinito. Não será infinito no sentido estrito da palavra, mas é como forma infinita e esmagadora que o mar moldou, e continua a moldar, as vidas e as vivências dos seres humanos. Não há nada como experimentar o vazio – porque é mesmo de vazio que se trata – de não ter terra à vista, de depender da luz da lua para poder sentir a superfície verdadeiramente religiosa do mar, de perceber que tudo à nossa volta é um e um só horizonte. Neste cenário, todos nós somos minúsculos… &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/109_0907.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/109_0907.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/109_0907.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mar põe-nos no devido sítio, assim como esta música dos islandeses sigur rós. Música naturalmente épica, crispada, mas sem rebentação. Uma homenagem – deliberada ou não – a tudo o que é mar, e à forma como alguns se atrevem a olhar e a viver o mesmo. O alto mar é, e sempre foi, o nosso último e único refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao &lt;a href="http://www.petercafesport.com/noticias/noticiapt.php?id=21"&gt;Peter&lt;/a&gt;, amigo do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 minutos e quarenta de música: &lt;a href="http://rapidshare.de/files/7998321/05-sigur_ros-se_lest.mp3.html"&gt;sigur rós -- se lest&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113267482082937943?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113267482082937943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113267482082937943' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113267482082937943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113267482082937943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/11/74-faixasse-lest-sigur-rs-taak-2005.html' title='74 faixas....“Se lest” – SIGUR RÓS– Taak (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-113202562171577767</id><published>2005-11-15T04:09:00.000+01:00</published><updated>2006-01-02T12:22:56.303+01:00</updated><title type='text'>75 faixas…. “Dead Man's Will” – CALEXICO &amp; IRON &amp; WINE – In the Reins EP (2005)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ironandwine.com/public/img/productimages/inthereins.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.ironandwine.com/public/img/productimages/inthereins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Aqui há uns tempos fiz a mim mesmo o favor de me calar para tentar perceber o estridente ruído do mundo em que vivemos… Ainda hoje não percebo nada, mas cheguei à conclusão que alguns ruídos são bons de ouvir. Sam Beam, o homem que responde pelo projecto Iron&amp;Wine, juntou-se à pandilha Calexico para nos mostrar o caminho no meio do nevoeiro. E é sempre melódico, o nosso caminho… é a isto que soam os últimos desejos de um homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iron&amp;amp;amp;amp;Wine&amp;amp;Calexico.. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://s54.yousendit.com/d.aspx?id=11SJF6HHTTHYB1HKACJ2W2QJEU"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dead Man's Will&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[pede um cobertor, e cheira a castanhas]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-113202562171577767?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/113202562171577767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=113202562171577767' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113202562171577767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/113202562171577767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/11/75-faixas-dead-mans-will-calexico-iron.html' title='75 faixas…. “Dead Man&apos;s Will” – CALEXICO &amp; IRON &amp; WINE – In the Reins EP (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-112959647060701472</id><published>2005-10-18T02:25:00.000+02:00</published><updated>2005-12-24T13:03:02.263+01:00</updated><title type='text'>76 faixas…. “Banshee Beat” – ANIMAL COLLECTIVE – Feels (2005)</title><content type='html'>A história da música pop vive atormentada por uma série de preconceitos e de ideias formatadas que, demasiadas vezes, impedem a natural evolução das coisas. Felizmente, e neste caso a história não parece ter medo da repetição, de quando a quando surgem uns quantos eremitas que, com um manancial de ferramentas perfeitamente ordinárias, se atrevem a apontar novas direcções e a desbravar o manto sideral da polifonia sem nunca perderem de vista o propósito que as fez experimentar… a saturação dos formatos pop vigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/animalcollective1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand" height="276" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/animalcollective1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A linha que separa o experimentalismo sónico da celebração musical não é tão ténue quanto à partida se poderia supor… Aliás, o experimentalismo não tem grande valor – nem mesmo evolutivo – quando vago e distante da emotividade humana. Não basta ter ideias inovadoras, é preciso reportá-las a um plano bem concreto: a canção… esse recortado artifício da música, capaz de suscitar a maior das paixões e que, na sua pequenez, tantas vezes parece ser maior do que a própria vida. &lt;a href="http://1poucomouco.blogspot.com/"&gt;Alguém&lt;/a&gt; escreveu há uns dias atrás – e pela “enésima vez” – que “no dia em que toda a música desaparecer só nos lembraremos das canções”. Tem toda a razão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animal collective gostam de experimentar, mas supõe-se que gostem ainda mais de contribuir para essa massa disforme e essencial que é a música pop. Aliam a composição de temas fortes a inflexões por caminhos menos óbvios e, em algumas circunstâncias, inovadores. Nem todas as pessoas fazem questão de perder tempo a identificar trechos de sonoplastias gore, ou a perceber porque é que uma batida autenticamente tribal casa bem com harmonias vocais em ecos prolongados à la beach boys… mas quando por trás destas ideias se esconde uma grande canção a história é diferente. É que todos nós vivemos (n)a esperança de encontrar boas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/1094844420.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/1094844420.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/1094844420.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A música dos animal collective borbulha de tanta paixão que envolve… é quase pueril na forma como se diverte com sons estranhos – como o crepitar de uma fogueira – e alude ao imaginário, mas é profundamente adulta quando enfrenta as &lt;strong&gt;feridas &lt;/strong&gt;da maturidade pós-adolescente e assume a sua displicente vontade de encantar. É uma música traçada entre o orvalho matinal de uma qualquer planície perdida e um crepúsculo interrompido… é, sobretudo, um território musical novo, em que as canções não são compostas, mas antes &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/1094844420.jpg"&gt;&lt;/a&gt;semeadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os AC criam em “banshee beat” uma espécie de alegoria da piscina: a alegoria que conforta todos aqueles que vivem molhados e que promete calor e conforto em tempos de frio e distanciamento. Uma homenagem a todos aqueles que vivem a vida pela vida, e pelo amor que a move… os que batem no fundo – e têm a coragem de o admitir – para voltarem à superfície para tudo o que é essencial. Prioridades…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;There'll be time to get by, to get dry after the swimming pool&lt;br /&gt;there'll be time to just cry, I wonder why it didn't work out&lt;br /&gt;there'll be time to fish fry for letters by yours truly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can't find you at our kissing place and I'm scared of those new pair of eyes you have&lt;br /&gt;so I duck out and go down to find the swimming pool&lt;br /&gt;hop a fence leave the street and wet my feet I'll find a swimming pool&lt;br /&gt;cause when I'm snuffed out I doubt I'll find a swimming pool&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colectivo animal está neste momento a preparar em Lisboa uma digressão europeia. Portugal &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/prospect-hummer.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/prospect-hummer.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v255/andrechedas/animalc.jpg"&gt;&lt;/a&gt;tem honras de abertura, com concertos em Coimbra (18 out, via latina), Porto (19 out, casa da música) e Lisboa (20 de out). O concerto da capital realizar-se-á num cacilheiro, no nosso Tejo… é o local especial que a música do colectivo merece. Façam-se acompanhar por quem de direito… vai ser uma noite para partilhar. Se ainda não se convenceram... &lt;a href="http://s56.yousendit.com/d.aspx?id=0VGZ0GOLGJCXE0XFPO7TTGWNSC"&gt;ANIMAL COLLECTIVE_banshee beat!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-112959647060701472?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/112959647060701472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=112959647060701472' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112959647060701472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112959647060701472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/10/76-faixas-banshee-beat-animal.html' title='76 faixas…. “Banshee Beat” – ANIMAL COLLECTIVE – Feels (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-112917016712194543</id><published>2005-10-13T03:58:00.000+02:00</published><updated>2005-12-24T12:54:26.980+01:00</updated><title type='text'>77 faixas…. “bottle rock” – THE GO! TEAM – Thunder, Lightning, Strike (2004)</title><content type='html'>O nome desta banda diz muito mais do que parece. Aliás…para ser correcto, há que admitir que isto não é uma banda, isto é uma equipa…e, já agora, uma equipa imbatível. A ditadura de djinga de cintura que a go!team impõe a todo o pobre adversário que tente resistir ao delicioso novo groove de brighton chega a ser tirana… são batidas bem gordas, guitarras emo cheias de ganchos viciantes, letras a condizer (mas a condizer com quê?!?), harmónicas surripiadas a westerns, samples confiscados aos percursores do hippity hop no bronx dos 70’s, e uma dose considerável de sentido melódico – yup, ainda por cima parecem gostar de canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora…escrever um texto estruturado sobre o desempenho da go!team faz tanto sentido como perder tempo a perceber de onde veio um estalo DEPOIS de o levar… sinceramente, nesta&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/live_event_flyer_337680.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/320/live_event_flyer_337680.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s condições, mais vale ensaiar um passo de dança suficientemente impressionante para nos fazer valer uma fuga airosa… uma fuga para o meio da acção, porque aqui ninguém desiste. Estamos no domínio do exercício delirante, em que as surpresas se sucedem a um ritmo quase desumano… basicamente, não há tempo para pensar muito. Há quem diga que a go!team nos fez o favor de recuperar o ambiente das séries de acção da década de oitenta (a-team anyone?), há quem diga que constroem jingles perfeitos para os jogos olímpicos, há quem diga que são talentosos realizadores na arte do super-8, há ainda quem diga que a banda merece indiscutivelmente o ponto de exclamação que tem no meio do nome… e isto seria muito mais fácil se quem disse estas alarvidades não tivesse toda a razão do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das faixas que compõe este monumental álbum é um verdadeiro e amável paradoxo… um aparente caos sonoro, uma imensa parafernalia de instrumentação (aquilo das paletes de cores e isso), a verdadeira cacofonia verdadeiramente pop, arranjos completamente imprevisíveis e uma produção bem caseira… tudo isto empacotado em musiquinhas bem redondinhas e adesivas (não… a sério! adesivas). Música que transpira a maior das confianças… o som de uma consciência tranquila que nem precisa de se aperceber da sua autenticidade e sinceridade, um som que põe tudo em perspectiva: a vida é curta, chuta para a frente. É de esquecer o que se diz… só mesmo ouvindo. Se não os consegues vencer, dá graças pelos ouvidos que tens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam o favor de sacar: &lt;a href="http://s56.yousendit.com/d.aspx?id=0T07J5KLJALXS22BI09XTNU95V"&gt;the go!team_bottlerock&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://eil.com/newGallery/GO-Team-Thunder-Lightning-302726.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://eil.com/newGallery/GO-Team-Thunder-Lightning-302726.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;PS_Os verdadeiros sunk foul brothers ainda têm a distinta lata de exibirem os melhores títulos para canções de todo o sempre! Senão vejamos: friendship update, everyone's a v.i.p. to someone, feelgood by numbers... E, para cúmulo dos cúmulos, arranjaram maneira de montar um &lt;a href="http://www.thegoteam.co.uk/flash/GoKids.html"&gt;site &lt;/a&gt;verdadeiramente hilariante. Incorrigíveis...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-112917016712194543?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/112917016712194543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=112917016712194543' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112917016712194543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112917016712194543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/10/77-faixas-bottle-rock-go-team-thunder.html' title='77 faixas…. “bottle rock” – THE GO! TEAM – Thunder, Lightning, Strike (2004)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-112626719124698639</id><published>2005-09-09T12:39:00.000+02:00</published><updated>2005-09-09T14:04:21.076+02:00</updated><title type='text'>às vítimas da insularidade…</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao longo do último mês de Agosto tive a sorte de, na companhia de imensos amigos imensos e imensas amigas imensas, sentir o privilégio que é viver (n)o arquipélago açoriano. Não tenho nem nunca terei a habilidade verbal para dedicar a essas ilhas as palavras que elas merecem e, por isso, optei por pegar em músicas e em palavras de terceiros mais talentosos para retribuir modestamente tudo o que recebi… Serve este post para anunciar que pretendo oferecer uma pequena compilação musical a todos aqueles que fui encontrando (e desencontrando) na travessia das ilhas e que contribuíram, cada um à sua maneira, para uma experiência… er… imensa. Um abreijinho especial para aquele cuja paciência foi mais testada ao longo do Verão – Pedro, Veri, João, Veríssimo, Beri Beri – o tipo é uma versão inspirada, explosiva e corrupta de ursinho carinhoso, um excelente companheiro de viagem e sobretudo um amigo… agarre-o quem puder. A todos os locais e viajantes, rurais e urbanitas, em caixa aberta e fechada, cetáceos ou não, vulcânicos ou kimânicos… a todas as afortunadas vítimas da insularidade…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" height="330" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/400/185%20-%20S.Jorge%20-%20Os%204%20na%20Guarita.jpg" width="417" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma ressalva: esta compilação é uma salganhada um bocado mal amanhada e incoerente. Mas enfim.. se o conjunto peca por ser demasiado irregular, a verdade é que cada uma das faixas vale por si. Eis o alinhamento:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;Kanye West “touch the sky” … o pico, o pico! &lt;strong&gt;2. &lt;/strong&gt;Jamie Lidell “multiply” … as conteiras são doces, crescem e espalham-se por todas as ilhas &lt;strong&gt;3. &lt;/strong&gt;greyboy with quantic feat Sharon jones – Got to be Love... um golfinho azul dado a esquemas amorosos &lt;strong&gt;4. &lt;/strong&gt;amadou et mariam avec manu chao “senegal fast food” … bife de Hamburgo em praticamente todas as ilhas &lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; sufjan stevens “the predatory wasp of the pali”… a sandália, a vespa e um pé inchado &lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; andrew bird “tables and chairs” … peças de dominó e tremoços temperados com massa de malagueta &lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; cornelius “drop” … snorkelling @ belo abismo &lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; zap mama “vivre”... à falta de cagarros &lt;strong&gt;9. &lt;/strong&gt;manu chao “sibérie fleuve amour”... balafon a meio do oceano &lt;strong&gt;10. &lt;/strong&gt;lee scratch perry "ganja mode"... à boleia nas flores &lt;strong&gt;11. &lt;/strong&gt;mckay "take me over"... belas noites no faial &lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt;. steel pulse " chant a psalm a day"... um salmo por dia, muita igreja por ilha &lt;strong&gt;13. &lt;/strong&gt;curtis mayfield "power to the people"... no corvo, o poder é mesmo do povo &lt;strong&gt;14.&lt;/strong&gt; feist "inside and out"... vulcões, por dentro e por fora &lt;strong&gt;15.&lt;/strong&gt; amadou &amp;amp; mariam "m'bifé"... bso.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/085%20-%20Pico%20-%20Um%20Pormenor%20do%20C??u1.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" height="258" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/320/085%20-%20Pico%20-%20Um%20Pormenor%20do%20C%3F%3Fu1.jpg" width="350" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para receberem a dita compilação basta que me enviem a vossa morada (residencial!) para o meu e-mail ou que a deixem aqui nos comentários. Mais cedo ou mais tarde a compilação aparecerá na vossa caixa de correio. Se quiserem fotos, falem com o fontez.. o nosso fotógrafo de serviço!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;encontros&lt;/strong&gt; juanito chedi – tiago fontez – pedro beri beri – pedrito de portugal – &lt;strong&gt;faial &lt;/strong&gt;– flipa – luísa – martita – mário “30 metros” claro – &lt;strong&gt;pico &lt;/strong&gt;– danusha – monsieur herz, o mito – &lt;strong&gt;s. jorge &lt;/strong&gt;– sr. caldeira – monsieur herz, o gato – &lt;strong&gt;terceira &lt;/strong&gt;– leonor – sandra – duarte – carla – ana – carloooooooota – bárbara – verika – kéké – miguel– vera – rita – flipa – &lt;strong&gt;s. miguel &lt;/strong&gt;– ayala – creta – manuel – chinês – sarinha – ana – verónica – joni – pedro rita – &lt;strong&gt;flores &lt;/strong&gt;– olga – antónio – sérgio – joão &lt;strong&gt;desencontros &lt;/strong&gt;maria cremades – nuno costix – inês – sandra – andreia – rojão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-112626719124698639?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/112626719124698639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=112626719124698639' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112626719124698639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112626719124698639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/09/s-vtimas-da-insularidade.html' title='às vítimas da insularidade…'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-112178408672995080</id><published>2005-07-19T16:11:00.000+02:00</published><updated>2005-12-24T12:43:43.900+01:00</updated><title type='text'>78 faixas.... “John Wayne Gacy Jr.” – SUFJAN STEVENS -- Come on Feel the Illinoise (2005)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;John Wayne Gacy Jr&lt;/strong&gt; foi, durante a década de 70, um empresário bem sucedido da cidade de Chicago. Era um homem conhecido pela sua afabilidade e pelo seu empenhado envolvimento em diversas causas comunitárias. Uma figura tida como emocionalmente estável e considerada socialmente, um homem de família que dedicava o seu tempo livre a entreter crianças hospitalizadas envergando um fato de palhaço. Em suma, um exemplo a seguir, o modelo de um homem urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente esta candura e dedicação que &lt;strong&gt;Sufjan Stevens&lt;/strong&gt; homenageia na faixa “John Wayne Gacy Jr.” De guitarra em punho e recorrendo a três ou quatro acordes, Stevens constrói uma canção imensa e imensamente frágil, uma canção que ilustra e envolve a ambiguidade do comportamento humano numa delicada textura sonora que deambula entre a face mais negra e a face mais inocente do espectro da mente humana. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/1600/sufjan_stevens_21.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/320/sufjan_stevens_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ambiguidade que se canta aqui é a ambiguidade da vida de John Gacy e a de tantos outros. No fundo, é a ambiguidade própria de um mundo alimentado a ilusões em que as pessoas se esforçam mais por parecer do que por ser… e a vida de Gacy, sendo de extremos, ilustra perfeitamente esta dicotomia. Se por um lado havia a figura socialmente estável de um homem de família dedicado e com sucesso, por outro lado existia um assassino em série responsável por sucessivos episódios de violação, assassinato e necrofilia. Actos impensáveis, aos olhos de quem o conhecia. Apesar de ter chegado a cumprir uma pena em virtude de um caso de abuso sexual, Gacy foi-se esquivando a uma série de outras acusações face à escassez de provas apresentadas pelas sucessivas acusações. Acabou sentenciado à pena de morte, depois de terem sido encontrados cadáveres de 33 jovens soterrados no seu quintal. Gacy não se coibiu de gabar o seu registo como digno do livro de recordes de Guiness.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pouco serve tentar compreender o que leva alguém a agir desta forma se não se compreender de início que por trás da natureza horrífica destes actos se esconde uma mente completamente afogada em questões e frustrações… e talvez não seja de desprezar o facto de Gacy ter sido atingido na cabeça com um baloiço enquanto criança. Compreendendo tudo isto, Sufjan Stevens fez-nos o favor de desenvencilhar todo um novelo de tramas e perturbações, desmistificando em poucos minutos a complexidade da mente humana. Só precisou de três ou quatro acordes e de um sussurro… no fundo, uma canção do tamanho do mundo, uma canção sobejamente profunda para nos por em contacto directo com as mais profundas desumanidades… e para nos mostrar que tudo isto são expressões de pura humanidade… e isso é o máximo que se pode exigir a uma canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;"...At my best, I’m just like him!" &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" height="184" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8048/869/200/sufjanstevens-CD3.jpg" width="184" border="0" /&gt;Stevens é um jovem norte-americano que abraçou a missão de uma vida ao propor-se a gravar um álbum postal por cada estado dos EUA. Dois já estão… faltam 48. Er… ok, talvez não sejam 48, visto que Stevens admitiu recentemente que nunca seria capaz de gravar um álbum sobre o Texas. Depois de percorrer os enormes lagos de Michigan, Sufjan resolveu visitar Illinois… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Num registo semi-panfletário extremamente dinâmico, o jovem cantautor vai debitando lições de composição musical, num equilíbrio cuidado de coros em crescendo, silêncios cortantes e apontamentos de banjo simplesmente indispensáveis ao comum mortal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No fundo, este álbum é a face musical de um daqueles livros didácticos cheios de desdobráveis tridimensionais… ensina e deslumbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;file_under ::&lt;/strong&gt; subpop caramelizada a banjo com apontamentos pastorais &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://s56.yousendit.com/d.aspx?id=24HFBUF60YAQR1QI1K7IF5KMIX"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sufjan Stevens "John Wayne Gacy Jr."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-112178408672995080?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/112178408672995080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=112178408672995080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112178408672995080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112178408672995080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/07/78-faixas-john-wayne-gacy-jr-sufjan.html' title='78 faixas.... “John Wayne Gacy Jr.” – SUFJAN STEVENS -- Come on Feel the Illinoise (2005)'/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13981391.post-112016895633234927</id><published>2005-06-30T23:36:00.000+02:00</published><updated>2005-07-02T13:27:27.330+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De pouco serve tentar esgrimir argumentos no sentido de compreender porque raio as palavras parecem ser sempre mais curtas do que os objectos que se propõem ilustrar. De pouco serve porque, felizmente, o mundo está cheio de boas alternativas... linguagens ricas em expressividade e emoção... e no caso específico deste blog, sim, linguagens musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem um nome...!&lt;/strong&gt; Porque neste blog as palavras e os exercícios de estilo dão lugar ao que realmente interessa: o legado musical. Suspenda-se o vernáculo, atalhe-se a contextualização, e aproveite-se o melhor que a música tem para oferecer a quem lhe dedica a devida atenção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;django'sta... partillando!&lt;/strong&gt; Mandem vir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13981391-112016895633234927?l=nem1nome.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nem1nome.blogspot.com/feeds/112016895633234927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13981391&amp;postID=112016895633234927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112016895633234927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13981391/posts/default/112016895633234927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nem1nome.blogspot.com/2005/06/de-pouco-serve-tentar-esgrimir.html' title=''/><author><name>chedi__lane!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03930210200175262307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
